2 de março de 2010

Silêncio - Contribuição para a Fábrica de Letras

Há muito que a vida onírica tinha desaparecido. Até os sonhos o haviam abandonado. Soube que estava sozinho quando a música deixou de o acompanhar no seu silêncio e passou a ser uma entidade exterior que apenas assinalava uma presença. Jurou-lhe nunca mais proferir uma palavra e prometeu para si próprio nunca deixar de cumprir essa mesma promessa.
Hoje, sem palavras, pensa que os sentimentos já não podem ser traduzidos nesses símbolos. As palavras estragam os momentos que as procedem, por isso prefere o silêncio.



11 comentários:

Helga disse...

Quando o silêncio é uma opção, as palavras podem-se tornar num silêncio ainda maior. Gostei muito deste teu pequeno conto.

Kisses :)

Lala disse...

curta. simples. bela. gostei da opção. trocar as palavras que arruínam o som pelo silêncio!

Boa!
Beijinhos****

Brown Eyes disse...

Simples, breve mas intenso este teu silêncio Tulipa.
Beijinhos

continuando assim... disse...

convite para a seguir a história de Alice
lá no ...continuando assim...


bj
Teresa

El Matador disse...

Gostei da forma sintética como conseguiste dizer tudo.

Rosa disse...

Às vezes, vale mais que muitas palavras. Outras, é imperativo gritar bem alto.

Gingerbread Girl disse...

Bonito e sucinto. Às vezes não são precisas muitas palavras para dizer tudo.

*

Chica disse...

En poucas palavras deste o recado!beijos,chica

Por entre o luar disse...

Curto mas gostei =)

A.S. disse...

Querida Tulipa,

A ausência de palavras não é silêncio!
O teu texto é deliciosamente subtil!!! Gostei...


Beijosss
AL

Teresa disse...

Tulipa
O teu protagonista silenciou as palavras porque silenciou a alma: nem sonhos, nem música.
Bjs