2 de março de 2010

Saídas à francesa

Gosto de saídas de emergência, saídas rápidas e discretas, saídas prolongadas, saídas espalhafatosas, saídas à noite, saídas inesperadas, saídas de dia, sair mais cedo, sair mais tarde, com destino ou sem destino.
Eu gosto de sair-me bem, à grande e à francesa. E, também, de beijos à francesa.
Não consegui saber a origem da expressão "saída à francesa", mas também não interessa. O que é certo é que pode ser interpretada de várias formas. Para mim, poderá ser um sinal de timidez ou um sinal de má educação. Como distingo? Se dúvida houver sobre a saída, cairá na má educação e no esquecimento. Como as saídas são despedidas, o sair à francesa também pode ser um até já.
No outro dia com uma amiga, a relembrar os tempos de jantares da faculdade, ambas nos lembrámos do nosso colega, lindo de morrer, que tinha o hábito de sair à francesa. Má educação? Não me parece. Um sinal de marca, que marcou as nossas memórias.
Eu lembro-me de algumas saídas à francesa da minha parte e, posso confessar que, foram todas de má educação. Num início de festa, horrível, enjoativo mesmo. Num final de festa, onde só resta o tédio. Num workshop pouco interessante. Numa conversa menos interessante ainda. Uma lista de situações, todas com o mesmo adjectivo, desinteressantes.
Mas, como também não gosto de despedidas, sair discretamente pode acontecer quando faço intenções de voltar.

3 comentários:

Helga disse...

Devemos por isso concluir que os franceses, ou são um povo mal-educado, ou simplesmente recusam-se a estar onde não querem e 'educadamente' bazam na primeira oportunidade.

Kisses :)

Pedro Bom disse...

Tudo tem os seus momentos, podemos sair à francesa sem ser mal educados!!

Brown Eyes disse...

Falando em saídas à francesa lembro-me de um colega que se colava ao pessoal para idas ao café, restaurantes, etc. Depois, depois fazia uma saída à francesa para os colegas pagarem a conta dele. :)
Beijinhos