23 de maio de 2010

Ary dos Santos

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
e na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.
(…)

16 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

A boca quer muitas coisas, mas quem lhe manda querer é o coração. Neste caso, claro, noutras é o estômago!

Tulipa disse...

És tão sensivel rafeiro ;)

Manuela Coelho disse...

O Ary era um génio e este poema é lindíssimo.:)

Beijinho

Tulipa disse...

Também acho, Manuela. beijinho

Marquês de Sade disse...

Lindo...

El Matador disse...

isto não há em música?

Tulipa disse...

É lindo sim, Marquês.

Matador, há em musica mas não gosto tanto.

Marquês de Sade disse...

É que é mesmo...

Catarina Reis disse...

Este poema é muito bonito.
Bjs

Tulipa disse...

É sim Catarina. Boa semana. kiss

Manuela Santos disse...

OLá Tulipa,
Este poema arrepia-me, ainda há pouco tempo publiquei este poema e mais outros do Ary, num site de Cultura & Humanismo. Aprecio este poeta, que diz: POETA CASTRADO, NÃO!
Beijos,
Manuela

Tulipa disse...

Tb gosto muito Manuela, do Poeta e deste poema em particular...que não publiquei por completo.
kiss

nuno disse...

gosto muito da maneira como ele brinca com as palavras, como quase as molda como barro e lhes dá a forma que quer para que fiquem assim, perfeitas nos labios de quem as lê!

Tulipa disse...

Eu tb gosto!

Helga disse...

Pessoalmente é uma das minhas
melodias favoritas - Estrela da Tarde - cantada por Carlos do Carmo. Desconhecia que o poema era de Ary dos Santos.

Muito bonito

Kiss

Tulipa disse...

É muito bonito o poema helga, eu prefiro-o assim :) kiss