6 de abril de 2010

De repente, viu-o.

Encontrou-o não por acaso naquela livraria. Foi ali que se encontraram ao final da noite. Acreditava que o conhecia, que partilhavam os mesmos gosto e o mesmo desejo. Depois já não ambicionava acreditar. Assim que lhe acorriam as lembranças, afastava-o do pensamento e reprimia a ilusão de o voltar a ver. Naquele dia, inesperadamente viu-o. De repente, viu-o. Nem queria acreditar que conseguia sentir o cheiro do perfume àquela distância. Estava na livraria. Naquele dia, assustada, acordou de repente, olhou para o lado e viu o livro que estava a ler em cima da mesa-de-cabeceira. Estava a sonhar. No meio de tanta chuva, apeteceu-lhe comer passas e beber champanhe, só para pedir desejos. Lembrou-se que talvez se tivesse esquecido de pedir alguns. Não era um sonho, era puro desejo.

4 comentários:

Marta disse...

:) e não é possível concretizá-lo? As coisas mais pequenas costumam fugir-nos por entre os dedos; mas há sempre maneira de lhes apararmos a queda!
Bonito texto, beijo

Tulipa disse...

Obrigada pela visita Marta! Há sempre uma maneira! kisses

Meio Cheio disse...

Talvez as passas a meio da noite tenham resultado...talvez o venha a encontrar. Lindo! =)*

Catarina Reis disse...

Bom dia Tulipa, o meu desejo para hoje é que continues a escrever.
Bjs Catarina