28 de abril de 2010

A tristeza e as inquietações que nos ruminam são como uma cadeira de baloiço, entretêm-nos mas não nos tiram do mesmo sítio.

26 de abril de 2010

Sei que já passou o dia mundial do livro...

...mas recebi este vídeo por e-mail e apeteceu-me partilhar. Vinha juntamente com a seguinte mensagem "Como se manifesta uma vocação natural... Dá que pensar... Um planeta com tantos mundos!"

21 de abril de 2010

É impossível não comunicar


Estou muito preocupada comigo. Parece que existe um músico chamado Michael Bublé que arrasta multidões e eu não sabia que existia. Eu que sou uma gaja tão informada. Até já está agendado um segundo concerto para Lisboa, porque a primeira data esgotou em 4 dias. Será possível viver num estado de tão grande alienação? Não, não estou assim tão afastada. Segundo pessoas próximas de mim posso ficar descansada porque de certeza que já ouvi as músicas só não identifico o intérprete.
Para mim, conhecer a música e não saber quem é o intérprete é quase tão alienado como não conhecer nada. Porque eu acho que a nossa curiosidade sobre as coisas que estão à nossa volta devem ter um nome, nem que seja para podermos comunicar e trocar impressões. Havia de ter o seu encanto, cada um de nós dar um nome diferente à mesma coisa. Seria possível entendermo-nos? Se mesmo havendo uma linguagem semelhante às vezes é tão difícil, imaginem se cada um de nós tivesse a sua. Mas há excepções. Há formas de entendimento que ultrapassam as palavras, a música é uma delas. Não é fácil não ouvir a mesma música, é como não falar a mesma linguagem. Mas, como acontece quando chegamos a uma terra que nos é estranha e que não conhecemos a língua, arranjamos sempre outra forma alternativa de comunicação. É impossível não comunicar.

20 de abril de 2010

ao espelho

16 de abril de 2010

Porque está quase a chegar o fim-de-semana, porque hoje começa o prazo para entrega da minha declaração do IRS, porque acabei de perceber que o reembolso demora 2 semanas, porque o mês está quase a chegar ao fim, aqui fica uma música para ouvir e partilhar neste fim de tarde que se avizinha longo .
Não era bem esta, mas siga!

13 de abril de 2010

Sobre Pilas

No âmbito da minha investigação realizada após ouvir as notícias do jornal da tarde e não só, apresento-vos uma breve resenha bibliográfica dos estudos efectuados por especialistas na área da sexualidade. Estudo (que podem encontrar aqui) revelou que a probabilidade de se ter comportamentos sexuais desadequados e mesmo patológicos, como é o caso da pedofilia, aumenta em pessoas que gostam de pilas. Isto significa que engloba homossexuais, mulheres e mulheres que embora não gostem de homens gostam de pilas (tipo cinto de castidade) e também padres. Outros estudos (que podem encontrar aqui), revelaram que a probabilidade  de se ter comportamentos pedófilos é inversamente proporcional à probabilidade de se ter comportamentos sexualmente saudáveis em pessoas que gostam de pilas maiores de idade, ou seja maduras, independentemente do género/buraco e da profissão. Estudos realizados em gémeos, demonstraram que não existem diferenças significativas entre ambos antes da primeira experiência sexual. No entanto não existem resultados estatisticamente significativos referentes a outras pessoas, nomeadamente as que não sabem o que são pilas.
Sugiro que investiguem esta excitante área, uma vez que não consegui encontrar mais informação relevante porque só tenho 1 hora de almoço.

11 de abril de 2010

É um Engano

É um Engano.
A maior parte das coisas que diz, não sente.
A maior parte das coisas que sente, não diz.
Diz que não, quando quer dizer sim.
Diz sim, quando quer dizer não.
Quando faz, diz que não foi ela.
Quando não faz, diz que já fez.
Aprecia a degradação, quando vê o belo.
Vê o belo, na degradação.
É original, quando devia ser convencional.
É convencional, quando devia ser original.
O possível, não a satisfaz.
Deseja o impossível.
É a farsante da sua própria história.

10 de abril de 2010

duchese

- Tens que conviver.
- Sim, eu convivo.
- Eu sei que tens amigos, mas não falo disso. Tens que alargar o círculo em que te moves. Não penses que se te juntares com os fracos, sobressais. Pelo contrário, só te afundas nessa fraqueza e ficas igual. Tens que procurar outros estímulos que ampliem todo o teu potencial.
- Mas como?
- Isso já não sei dizer. Mas em vez de andares sempre a comer bolo de arroz, experimenta o pastel de nata ou o duchese.
- Será então na pastelaria? Fascina-me a imagem que essa ideia suscita.
- Já alguma vez reparaste nas pessoas que lancham numa pastelaria? Hás-de reparar, estão todas com uma redoma à volta da cabeça. Cada uma tem o seu mundo, as suas mágoas, as suas preocupações, as suas alegrias. E se pensares bem a maioria dessas emoções não lhes pertence verdadeiramente, foram-lhes impostas e dependem dos outros.
- Sim, mas não é fácil andar por aí com a cabeça a descoberto.
- Não, a maioria das pessoas não vai compreender-te. Agora depende do que tu desejas alcançar e de quem tu desejas que te compreenda.
- …

9 de abril de 2010

song for today

Romance

“As personagens do meu romance são as minhas próprias possibilidades não realizadas. É o que faz com que goste igualmente de todas elas e também com que todas elas me assustem igualmente um pouco. Todas, sem excepção, atravessaram uma fronteira que eu só contornei. O que me atrai precisamente é essa fronteira que elas atravessaram (a fronteira para lá da qual acaba o meu eu). Do outro lado, começa o mistério que o romance interroga. O romance não é uma confissão do autor, mas uma exploração do que a vida humana é nesta armadilha em que o mundo se converteu.” M. Kundera

8 de abril de 2010

E agora, algo verdadeiramente profundo.

Hoje joga o Benfica com o Liverpool. Se o Benfica ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão contentes. Se o Liverpool ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão tristes. Mas, no entanto, numa profunda análise existencial, será apenas um jogo de futebol. E, mesmo não sendo a razão da minha existência, proporcionar-me-á um belo momento de prazer. 
Mas quando o Benfica ganhar, será a Loucura!

6 de abril de 2010

De repente, viu-o.

Encontrou-o não por acaso naquela livraria. Foi ali que se encontraram ao final da noite. Acreditava que o conhecia, que partilhavam os mesmos gosto e o mesmo desejo. Depois já não ambicionava acreditar. Assim que lhe acorriam as lembranças, afastava-o do pensamento e reprimia a ilusão de o voltar a ver. Naquele dia, inesperadamente viu-o. De repente, viu-o. Nem queria acreditar que conseguia sentir o cheiro do perfume àquela distância. Estava na livraria. Naquele dia, assustada, acordou de repente, olhou para o lado e viu o livro que estava a ler em cima da mesa-de-cabeceira. Estava a sonhar. No meio de tanta chuva, apeteceu-lhe comer passas e beber champanhe, só para pedir desejos. Lembrou-se que talvez se tivesse esquecido de pedir alguns. Não era um sonho, era puro desejo.

Simpatias para todas as ocasiões

Presunção e água benta, cada um toma a que quer. E não tem que escolher, geralmente quem toma uma toma também da outra. Só desta forma se consegue explicar tamanho pensamento mágico característico de quem exagera na presunção. A verdade é que essa elevadíssima imagem de si própria não revela por si só uma grande auto-estima, no máximo revelará uma grande falta de humildade aliada a uma devoção também ela exagerada por si própria à falta da devoção de outrem.
Mas o meu intuito inicial, quando comecei a escrever este post, era falar sobre simpatias e não sobre pessoas simpáticas. Mas, não consigo.
Eu conheço realmente pessoas simpáticas. Daquelas que não é preciso recorrer a simpatias para criar uma empatia. E se eu achei em tempos que a humildade seria uma das características pela qual eu sentia maior empatia, agora já não acho. Estar com uma pessoa presunçosa, que soa assim meio a rançosa, é um momento de grande divertimento. Eu preciso de divertir-me, mas ainda assim não é fácil a escolha. É como ir ao circo, regozijar-se com a parte dos leões e depois pensar que são animais selvagens que foram amestrados. Eu gosto de ir ao circo. Mas gosto principalmente dos malabaristas e trapezistas, que posso fazer.

4 de abril de 2010

Be Stupid

Fui ver a peça do Rei Édipo e gostei muito. Até aconselhava, mas já saiu de cena. É claro que a história já conhecia, mas não deixei de me questionar sobre o sentido daquele mito. Se não é bonito matar o pai e dormir com a mãe, também não acho lá muito engraçado que ele tenha furado os próprios olhos por ter feito uma coisa que não tinha culpa. Além do mais o destino estava traçado. É que pagar por pecados que não se sabia estar a cometer não é justo. E a justiça, segundo dizem, é o pilar do mundo civilizado. Mas a peça é uma tragédia grega. Hoje em dia isso já não aconteceria, já ninguém carrega culpas de coisas que não fez e além disso já se fazem análises de ADN que torna a identificação da paternidade muito mais fácil. O que me fez logo pensar na nova campanha da Diesel, Be Stupid. A culpa, no nosso tempo, deve-se a estas campanhas. Incentivam-nos a viver a vida como se não houvesse amanhã e depois a única coisa que nos resta são os acessórios e as calças de ganga a preços exorbitantes. Eu, embora não compre Diesel, aproveitei a desresponsabilização. Quero ser estúpida.


3 de abril de 2010

Estou flippada

Estive a jogar flippers. Não consigo entender o objectivo de jogo da máquina de flippers.Assim como não entendo a chuva no verão, os relógios de pulso e as pessoas que não bebem leite porque provem da vaca.
Se eu escrevesse um argumento para um filme, teria com certeza um diálogo existencial tendo como cenário uma máquina de flippers. Aliás, lembro-me de alguns filmes onde ela está presente e que povoam o meu imaginário.
O jogo é entre mim, uma bola e a lei da gravidade. O meu objectivo deveria ser marcar pontos até que a mão me doa. Não deixar que a gravidade faça cair a bola entre as duas pequenas batutas que orquestram o jogo. Mas o que eu gosto mais é dos sons e das luzes. É um jogo de agilidade, dizem. Só alguns aprendem a jogar. Para mim é um jogo de arremessar emoções. Quanto mais à pontinha da batuta a bola bater, maior a velocidade e maior a confusão de luzes e sons. E, todos os que jogam pinball sabem que, quanto maior a velocidade que a bola levar maior é a probabilidade de perder-se o controlo do jogo. Porque, como alguém já escreveu, o que interessa não é a velocidade mas sim a direcção. Assim, o meu objectivo deveria ser orientar a bola para tocar onde se ganha mais pontos. Essa é a verdadeira regra do jogo. Mas eu gosto de jogar à bruta.

30 de março de 2010

Geometria descritiva

A aptidão para a visão espacial nunca foi o meu forte. Projectar um desenho do espaço para o papel é uma difícil tarefa. Forma, dimensão, espaço, ponto, recta, plano, sempre foram conceitos imperceptíveis para mim. Porque a forma persiste, sem tempo, sem espaço e num qualquer plano. A distância entre dois pontos não é um segmento de recta. E o caminho percorrido não é medido pela distância que se faz. Há distâncias que não são medidas pela matemática e física. A trajectória entre um ponto x e um ponto y não é igual à trajectória entre um ponto y e um ponto x. Também não existem linhas paralelas, desenganem-se. Todas vão ter à mesma direcção, que aparece desenhada em sonhos nas entrelinhas. E é nos sonhos, sem espaço, tempo ou forma, que se desenha a vida.

27 de março de 2010

Dia mundial do irmão

Hoje questionei-me porque não haverá um dia mundial do irmão, embora tenha uma opinião muito particular sobre os dias que são assinalados com uma data específica. Para mim, não existe nada maior no mundo nem amor maior no mundo que o que sinto pelos meus irmãos. Imagino-me a cometer as maiores loucuras por eles. Não consigo sequer conceber a minha felicidade sem partilhar da deles. É o exemplo da amizade verdadeira. É a aceitação incondicional. Nesta relação não consigo compreender qualquer tipo de sentimento mesquinho. É como algo de transcendente, dificilmente traduzível por palavras. Já procuraram um sinónimo para irmão? Igual, semelhante, companheiro, colega. Por isso decreto hoje o dia mundial do irmão. Pelo menos no meu mundo.

quantos queres?

1) Amor
2) Admiração
3) Felicidade
4) Paixão
5) Amizade
6) Alegria
7) Partilha
8) Surpresa

26 de março de 2010

Desta vez, vai começar pelo fim.

É-lhe conhecido o gosto por quebrar os caminhos pré-traçados. Tem um pouco de encanto e criatividade, mas também de manipulação e sublimação. Não é fácil o relacionamento com ela, não é fácil lutar contra a predestinação para seguir um caminho diferente. Não foi por falta de conselhos. A vida não se coaduna com escolhas com base na beleza, no amor verdadeiro, na procura da certeza. A vida não espera que acerte no atalho, depois de ter decidido sair dos trilhos marcados. Assim como a natureza se revolta com a quebra dos seus ciclos naturais, assim como o mar irá tomar de volta tudo o que lhe retiraram, assim a vida irá fazê-la perceber que não se harmoniza com escolhas extraordinárias. Desta vez, ela não vai construir sobre alicerces velhos. Teria que nascer de novo e, nesta vida, não será possível. Porque certos trajectos fazem-se num sentido só. Nessa relação com contornos tão burlescos, acaso da sincronia, apelidada de nada, criou um fosso tão grande entre eles, só transponível se se projectarem os dois no abismo. E o abismo é o fim.


24 de março de 2010

Não há fome que não dê em fartura

Numa altura em que se acumulam dúvidas existenciais, problemas financeiros, crises emocionais, solidão, stress e tantas outras maleitas aparentemente inultrapassáveis, é de partilhar que descobri que a sabedoria popular há muito tempo que se debate com todos estes problemas e tem afirmado, optimisticamente, que o pior ainda está para vir. Qual profecia Maia. É que segundo a sabedoria popular, não há fome que não dê em fartura. E escusam de me dizer que o provérbio está mal interpretado porque cada qual puxa a brasa à sua sardinha.

Que dor!

Já conhecia a dor de corno, a dor de cotovelo, entre outras...
Há uns dias tive a oportunidade de experienciar a dor de galo na cabeça após uma parede do meu local de trabalho ter, literalmente, chocado contra mim.
Nem vou aqui descrever o barulho, nem a sensação de todos os ossos do crânio terem-se deslocado cerca de oito centímetros, mais ou menos os mesmos que o eixo de rotação do planeta ter-se-á deslocado com o terramoto.
Prontamente socorrida pela D.A., que me trata sempre pelo diminutivo de qualquer nome ou grau académico, sugeriu-me que fosse para casa e accionasse o seguro. Começou a perguntar-me carinhosamente se me estava a sentir mal, se estava com calor, se estava com frio, se tinha vontade de vomitar, entre outros sintomas. Comecei a sentir tudo à mesma velocidade que ela enumerava todas as sensações que eram possíveis resultar daquela situação.
Ainda ponderei a sugestão. Acidente de trabalho, hum, fim-de-semana à porta...Acabei por ficar.
A minha mãe, que às vezes me trata por patanisca, disse que a nódoa negra irá passar. O único senão, para além da possibilidade de traumatismo craniano, é que o galo ia cantar à meia-noite. A nódoa negra passou e o galo não cantou.
Claro está que fiquei curiosa sobre a origem da expressão "galo na cabeça", que no meu caso foi bem no meio da testa, mas não encontrei nada de relevante. E já provei que é tudo mentira.
A explicação mais verosímil foi aquela que compara o hematoma à semelhança com uma crista de galo.
Bem, também não é preciso exagerar. Não ficou muito bonito e tal, mas daí a parecer uma crista de galo...
Em relação às consequências, essas irão revelando-se aos poucos. Há até quem diga que já se nota.
Não é fácil voltar ao trabalho!

20 de março de 2010

Até faz algum sentido.

Afecto
Parece que ao abrigo do novo acordo ortográfico, só deixam de existir as consoantes que não se pronunciam.

17 de março de 2010

Nem sempre o caminho mais fácil é o mais recompensador

                                                                                                             foto flickr

16 de março de 2010

Amor

Falamos de compatibilidades, de características de personalidade, de valores, objectivos de vida em comum...
Mas para mim, há um aspecto que não pode ser descurado. Gostas de caracóis?
É bom que pelo menos toleres o cheiro que se entranha, o aspecto nojento, o barulho do chupar...
Senão, não nos enganemos, não façamos planos a longo prazo. Teremos que resolver a nossa relação até meados de Maio, altura em que eles começam a sair da casca e a ficar saborosos.
Hum, hoje apetecia-me caracóis.

15 de março de 2010

Conformismo

Ainda em relação ao sentimento despertado pelo post anterior e não só. Já reflecti sobre o efeito Halo, o efeito estufa, o efeito placebo, o tão na moda efeito borboleta, o efeito dopller, o de Joule e o meu preferido o efeito carambola. Mas hoje decidi escrever sobre um dos efeitos de Asch, que é por assim dizer, um dos que ainda me impressiona.
Em meados dos anos 50, perceba-se do século passado, Solomon Asch realizou uma experiência para comprovar aquilo que todos sabemos, a nossa tendência para seguir a opinião dos outros.
A experiência foi mais ou menos assim:
Foram colocadas várias pessoas numa sala com o objectivo de fazer um teste de visão. O grupo era constituído por 8 pessoas, 7 que conheciam a experiência e estavam informados sobre o que deveriam responder e uma vítima que era o experimentado.
Foram mostradas várias figuras ao grupo e perguntavam-lhes qual das linhas (A, B ou C) era igual à da esquerda.
As 7 pessoas inicialmente davam uma resposta certa e após várias figuras começavam a dar uma resposta incorrecta propositadamente. O experimentado era sempre a 6ª pessoa a responder. A descoberta foi que mais de metade dos indivíduos submetidos à experiencia davam uma resposta errada e seguiam o grupo, mesmo sabendo que estavam a dar a resposta errada.

Generalizando.
O respeito pelas normas é uma forma de conformismo e é saudável dentro de um grupo.
Mas abdicar do que se vê como correcto? A necessidade de fazer parte de um grupo leva-me a cumprir as normas, mas não a abdicar da minha opinião. E se não concordar, não me resta grande alternativa senão deixar de fazer parte. As consequências? Algumas são quase insuportáveis. Mas para mim, acima das normas estão os valores e desses não abdico.
De opinião todos mudamos, ou pelos menos os mais iluminados. Agora de valores, desconfio.
E não há nada que me repudie mais que pessoas sem valores. No dia-a-dia chamam-lhe de falta de personalidade.

14 de março de 2010

O congresso do PSD acabou e o sentimento de todos os membros é que “saíram de lá todos mais unidos”. Parece que durante este congresso, aprovaram uma alteração aos estatutos do partido que prevê a suspensão ou expulsão de membros que vão contra o programa do partido. Saíram de lá todos mais unidos. Viva a Democracia! Ai, Que medo!

Hoje é um bom dia para começar a planear...

10 de março de 2010

A vida, em si mesma, é pouco agradável. Mas em compensação, o que está ao redor é indiscutivelmente maravilhoso. Basta, por isso, conseguir ver um pouco mais além.

9 de março de 2010

Solidão

                                                          foto olhares
Desde muito cedo aprendeu a ser bem comportada. Sem o verdadeiro reconhecimento do bom comportamento mas sob a ameaça do castigo pelo mau, foi crescendo desfilando numa passadeira vermelha de emoções. A passadeira apesar de suficientemente larga  para comportar várias pessoas foi construída em exclusivo para ela. E no alquimiar das suas relações sociais, não conheceu nada de novo. Não conheceu a felicidade de viver em sociedade, nem a frustração de viver com pessoas. Hoje, está sozinha.

8 de março de 2010

Parque Natural da Arrábida

                                                             foto olhares

A Serra da Arrábida, um dos meus locais de eleição para passear, foi eleita como um dos 21 finalistas do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal.
Estou a torcer.

2 de março de 2010

Silêncio - Contribuição para a Fábrica de Letras

Há muito que a vida onírica tinha desaparecido. Até os sonhos o haviam abandonado. Soube que estava sozinho quando a música deixou de o acompanhar no seu silêncio e passou a ser uma entidade exterior que apenas assinalava uma presença. Jurou-lhe nunca mais proferir uma palavra e prometeu para si próprio nunca deixar de cumprir essa mesma promessa.
Hoje, sem palavras, pensa que os sentimentos já não podem ser traduzidos nesses símbolos. As palavras estragam os momentos que as procedem, por isso prefere o silêncio.



Saídas à francesa

Gosto de saídas de emergência, saídas rápidas e discretas, saídas prolongadas, saídas espalhafatosas, saídas à noite, saídas inesperadas, saídas de dia, sair mais cedo, sair mais tarde, com destino ou sem destino.
Eu gosto de sair-me bem, à grande e à francesa. E, também, de beijos à francesa.
Não consegui saber a origem da expressão "saída à francesa", mas também não interessa. O que é certo é que pode ser interpretada de várias formas. Para mim, poderá ser um sinal de timidez ou um sinal de má educação. Como distingo? Se dúvida houver sobre a saída, cairá na má educação e no esquecimento. Como as saídas são despedidas, o sair à francesa também pode ser um até já.
No outro dia com uma amiga, a relembrar os tempos de jantares da faculdade, ambas nos lembrámos do nosso colega, lindo de morrer, que tinha o hábito de sair à francesa. Má educação? Não me parece. Um sinal de marca, que marcou as nossas memórias.
Eu lembro-me de algumas saídas à francesa da minha parte e, posso confessar que, foram todas de má educação. Num início de festa, horrível, enjoativo mesmo. Num final de festa, onde só resta o tédio. Num workshop pouco interessante. Numa conversa menos interessante ainda. Uma lista de situações, todas com o mesmo adjectivo, desinteressantes.
Mas, como também não gosto de despedidas, sair discretamente pode acontecer quando faço intenções de voltar.

1 de março de 2010

Abraço

Em Portugal não temos o hábito de abraçar. Os homens, por exemplo, escrevem abraços mas não dão. Mas através do abraço, do contacto físico, autêntico e sincero, compreendemos melhor os nossos sentimentos e os dos outros. Conseguimos compreender melhor o nosso espaço, os nossos limites.
Tive a oportunidade de aprender e vivenciar estes sentimentos com pessoas que muitos diriam que não temos nada a aprender. Confesso que não foi uma aprendizagem fácil, acho que não estava preparada, quer pela idade quer pelo contexto em que sempre vivi, mas foi muito gratificante e alterou a minha forma de ver o mundo. O meu mundo e o mundo dos outros.
Através de um abraço sentimos a segurança, as semelhanças e as diferenças, os sentimentos verdadeiros. Ao sentir um abraço compreendemos a impotência, aumentamos a aceitação e a confiança.
Hoje esteve um dia de sol e lembrei-me disto. Lembrei-me também, que passo demasiados dias sem me lembrar e sem abraçar.

Acordo ortográfico

Eu não sou contra o acordo ortográfico. Sou contra erros de ortografia.
Anda a circular no facebook uma Iniciativa de recolha de assinaturas para apresentar à Assembleia da República uma proposta de revogação ou suspensão do acordo ortográfico.
Uma vez que nem sei bem quais são as alterações, muito embora me esforce para escrever português com a maior correcção possível, não sou daquelas pessoas que se escandalizam com facilidade e também não sou muito resistente à mudança.
Na tentativa de perceber melhor este fenómeno, fui fazer uma investigação. Sim, porque embora não seja uma vítima da maioria, gosto de saber o que os outros pensam sobre os assuntos.
Não deixem de ver os comentários efectuados hoje na página do Público, aqui, relativamente a esta notícia, que explicam em grande parte esta minha opinião.
Embora seja só uma opinião, que vale o que vale, considero que as preocupações deveriam passar por garantir que todos os indivíduos portugueses, indivíduos estrangeiros que frequentam as nossas escolas e também os estrangeiros que até são portugueses e que também têm que frequentar as nossas escolas, concluam a escolaridade obrigatória a saber escrever português correcto, com ou sem acordo ortográfico.
Logo que me seja possível, mostro também umas verdadeiras pérolas do facebook na arte de bem escrever.

27 de fevereiro de 2010

Este é um pedido sincero. São Pedro, Poseidon, Neptuno, Tam Kung, Shenlong, Tlaloc, Chaac, Tor, Frey, façam alguma coisa! Para o bem de todos. E para meu bem. Não aguento mais esta paisagem.

26 de fevereiro de 2010

Sugestão

Rei Édipo
Versão e encenação Jorge Silva Melo
Teatro Nacional D. Maria II
Sala Garrett
18 de Fev. a 28 de Mar 2010


Esperei com as portas escancaradas. Agora fechei todas as portas e abri todas as janelas, na esperança que tudo pode acontecer...

24 de fevereiro de 2010

Desejos


23 de fevereiro de 2010

Extrapolei

                                                                                                     flickr
Se eu te acordar a meio da noite, é porque o desejo e a vontade não têm hora marcada.

Há algo de contraditório em tudo isto

Pára tudo, que eu preciso de ajuda. Este mês é o mais pequeno do ano. E, não consigo explicar porque demorou tanto a passar. O mês tem 28 dias, 3 consagrados a férias e 8 de descanso. E, ainda faltam 5 dias para acabar. Não foi excesso de dias de trabalho. Será excesso de tempo livre? E se um dia tivesse 12 horas, faria tudo o que faço em 24 horas mas mais rápido? Ou tinha que viver o dobro dos dias, para conseguir fazer tudo aquilo a que me proponho? Estranha forma de viver o tempo.

20 de fevereiro de 2010

Plataforma Cidadania e Casamento

Hoje, enquanto estava parada nos sinais luminosos do Marquês de Pombal à espera que passassem os manifestantes pela defesa dos direitos do casamento entre homem e mulher e da família, da Plataforma Cidadania e Casamento, vieram-me à cabeça alguns pensamentos e imagens recorrentes como, "tão jovens e já com tantas preocupações…", "quem desdenha quer comprar", "get a life", "escolheram o Marquês de Pombal porque fica perto do Parque Eduardo VII" ... e, algumas cenas de vários filmes do Pedro Almodóvar.



Também me lembrei deste filme, mas foi por outros motivos.

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.
Acho que fazemos esta pergunta vezes sem conta, seja em relação aos amigos, seja em relação à cara-metade, aos filhos, aos pais, seja em relação a qualquer um que nos rodeia. Há um certo momento na vida, esplendoroso, que percebemos que a vida dos outros não gira à nossa volta. Um momento de libertação dizem uns, um momento de sofrimento dizem outros.
Cada um arranja a sua estratégia para lidar com a situação. Eu arranjei um cão.

19 de fevereiro de 2010

Imaginar

Não há nada que me dê mais prazer do que planear uma viagem. A maioria das que planeei não se concretizaram, é certo. No entanto, agrada-me a fantasia, gosto de imaginar. Escolher o destino, escolher a forma de lá chegar e recolher informação sobre tudo o que é possível ver e fazer. Seja num destino longe ou perto. Passo o meu tempo nesta árdua tarefa, a imaginar.
E, num momento, descubro que é na viagem mais comum, na que não planeei, na viagem que não consegui imaginar, que encontro o melhor destino. Inesperadamente.

17 de fevereiro de 2010

" ... as mulheres estão presas às estrelas por fios invisíveis ... A lua atrai as marés e faz com que as plantas se abram em flor. Essa mesma energia atravessa as mulheres. Harmonizadas com os astros, ainda que não o saibam, todas as mulheres têm vocação para o infinito. Os homens, pelo contrário, estão soltos no universo como gravetos num rio. Só as mulheres podem salvar os homens de se perderem no caos ... "

José Eduardo Agualusa in "Barroco Tropical"

13 de fevereiro de 2010

Eu sou preconceituosa

É verdade, eu sou preconceituosa, descobri isso há pouco tempo. Custa admitir, mas não tenho grandes hipóteses. Baseada em alguns estereótipos, fundamentados não sei em quê, onde, nem quando, generalizei. Uma espécie de economia mental, que também é necessária. Em vez de pensar “deixa lá interagir com este indivíduo para ver como é que é” preferia “são todos iguais”. O que me facilitava o pensamento, que preciso de usar para outras coisas e também poupá-lo um bocadinho para uma situação de urgência. Numa situação de urgência e recorrendo ao que me resta de inteligência concluí “somos todos muito parecidos”.
Nunca tive tendência para julgar ou catalogar as pessoas à primeira impressão, valha-me isso. Logo, nunca cometi muitos erros de julgamento. Claro que há empatia ou não, mas nunca deixei que isso inibisse a descoberta de alguém.
Até poderia tentar tecer aqui um comentário sobre o que nos faz simpatizar ou não com uma pessoa quando a conhecemos, mas seria uma perda de tempo pois acredito que não existe uma razão. Será, provavelmente, uma espécie de Lei da Empatia, que terá na sua base outras tantas leis da Química, Física e outras ciências.
Mas existem outros factores mais concretos, que não são necessariamente vistos como pejorativos e que influenciam essa atracção, são os outros preconceitos. A forma como alguém se veste, as músicas que ouve, os sítios que frequenta, onde trabalha. Todos estes factores influenciam, são mais ou menos comuns, e estão presentes no círculo de pessoas que nos rodeia. Não é necessariamente mau, de uma forma geral as pessoas unem-se pelas semelhanças. Mas, bom mesmo é descobrir as diferenças. E eu, assumidamente preconceituosa, adoro descobrir pessoas diferentes.

12 de fevereiro de 2010

Sobre nós

 Há o nó na garganta.
Há o nó no estômago.
E, há o nó direito.
Serve para unir 2 cabos de diâmetro igual, mas eu utilizo-o em todas as circunstâncias. Recomendo.

10 de fevereiro de 2010

Certos percursos têm algo de redentor.
Eu sei que não estamos na Páscoa, mas adianto-me.

7 de fevereiro de 2010

Sim, na História da Humanidade.

Costuma-se dizer que o que se passa na nossa casa reflecte-se no mundo em que vivemos. Se todos fizéssemos a nossa parte, o mundo seria um lugar mais agradável. Mas, acho que neste momento, sinto as coisas um pouco ao contrário, o que se passa no mundo reflecte-se na nossa casa. Só assim consigo explicar o caos que vai por aqui. É verdade que as nossas pequenas acções podem ter repercussões em tudo o que se passa à nossa volta e, sim, tenho só para mim o desejo secreto de ficar na história. Sim, na História da Humanidade.

2 de fevereiro de 2010

De novo, sobre o envelhecer, para a Fábrica de Letras.

- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos. Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...

Escárnio e mal dizer

Porque também tenho a minha vertente de escárnio e mal dizer, hoje apetece-se falar mal do filme Avatar. Fiquei movida por um sentimento que não sei explicar, depois de ter ido ver o filme Avatar, acho que foi de tédio. E, já passou algum tempo. Mas o tempo pode ter este efeito, em vez de apaziguar, realçar o descontentamento. Até porque, já passou algum tempo e a azáfama continua. Diga-se de passagem, que o filme podia ter sido feito com uma duração de 1h.30m que ninguém ia estranhar. Não fiquei muito surpreendida com a história, embora estivesse à espera de um naufrágio a 3D, pelo menos a história de amor estava lá. Confesso que não vi o primeiro naufrágio, daí a esperança de ver agora. Saí do cinema a pensar, qual teria sido a parte em que adormeci. Foi, de certeza, na parte mais importante, aquela que me faria encantar. Mas fui, contribuí para que se torne o filme mais visto. Deu para relembrar que nada mudou. Quanto mais pessoas juntas numa sala, maior a quantidade de aberrações dignas de um filme de terror a 3D. Detesto o cinema cheio de gente, que falam durante o filme e que, sim aconteceu ao meu lado, atendem o telemóvel. Pois, está visto que não estava no espírito da coisa. No entanto, tenho que realçar que os óculos eram giros, cheios de estilo, parecíamos todos pseudo-intelectuais a apreciar arte. No meu caso, não a quatro olhos, mas a seis. Mas fiquei a pensar, se tivesse que descer à terra encarnada num avatar qual seria a forma ideal.

1 de fevereiro de 2010

"O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página."
                                                                                                     Agostinho de Hipona

28 de janeiro de 2010

Empatia, ou não

O diálogo (monólogo) feliz, para a certeza da incompreensão.
- Eu também já fui assim, por isso sei como é que é.
- A mim também já me aconteceu, por isso sei como é que é.
- Eu também já fui, por isso sei como é que é.
- Eu também já fiz, por isso sei como é que é.
- Eu também já vi, por isso sei como é que é.

26 de janeiro de 2010

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Hoje, deu-me para implicar com ditados e provérbios populares. Eu, que até costumo ser admiradora e utilizá-los nas melhores circunstâncias. Não falo muito, porque acho que para bom entendedor meia palavra basta. Errado. Deus só te dá aquilo que consegues carregar. Pois, pois, fia-te na virgem e não corras e acabas com um problema na coluna. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Não me parece nada verdade, passo o dia com pessoas que não escolhi, saio com amigos que resolvem trazer os amigos, trabalho para pessoas que não posso seleccionar, vou ao café e têm uma empregada nova e quando quero ficar sozinha e sossegadita toca o telefone e é a Sílvia da tmn. No entanto, como vozes de burro não chegam ao céu, posso dizer o que me apetece sem medo das consequências de que quem diz o que quer, ouve o que não quer. Mas, como quem tem cu tem medo, é melhor ter atenção. E, quem não arrisca não petisca, ai Amor a quanto obrigas. E porque me apetecia um vinho tinto, não poderia deixar de referir que para uma boa colheita, poda-me em Janeiro, empa-me em Fevereiro, cava-me em Março, em Abril deixa-me dormir, em Maio dá-me um arrendasso e depois verás o que eu faço. Como ano novo vida nova e, é melhor o ano tardio que o vazio e nada tem quem nada lhe basta, vou pôr-me a mexer porque quem muito fala pouco acerta. Mas, vou na esperança de que, quem espera sempre alcança.

23 de janeiro de 2010

Admirável mundo novo

Chega a uma altura em que iniciamos uma viagem de encontro aos nossos pensamentos. Nesse dia afundamo-nos na vida, no momento presente, no aqui e agora, na oportunidade única, que não se repete. Os momentos não se repetem. O aqui e agora acontece em qualquer lado. Não há tempo para descansar, o dia e a noite desaparecem, perduram apenas num perfume que se dispersa. Num momento tudo muda, para sempre. Sempre que procuramos coisas novas, desconhecidas, de uma forma confiante e também vulnerável, a vida torna-se na maior aventura. Eu gosto de aventuras. Parece-me que afinal os sonhos não são desejos recalcados. Se fossem, eu não andaria a sonhar com tamanhos despropósitos. É que no admirável mundo novo nós só teríamos duas hipóteses, neste temos mais. Temos tantas hipóteses que nos damos ao luxo de experimentar várias delas. Quais regras ou valores sociais.
Assim, depois de ter escrito uma sucessão de coisas que ninguém percebe, o que eu queria mesmo dizer é que a procura da Felicidade Máxima vai-se encontrando nos pequenos momentos. E, que, a única forma de compreender isso será com o coração e jamais com a razão em palavras ditas ou escritas.

22 de janeiro de 2010

acreditar

Recebi um e-mail daqueles parvos, que nunca reencaminho. Mas, a verdade é que, fez-me pensar. Não acredito na sorte, em acasos, coincidências ou destino, mas a pior coisa que já me disseram um dia foi “Tu, dás-me azar”. Não dá para explicar tamanha sensação de desencanto. Não consigo não acreditar, até porque já me disseram “Tu, dás-me sorte” e eu acreditei.

15 de janeiro de 2010

desejo

Acabadas as reflexões críticas, e as críticas relativamente às reflexões, deste ano que passou e sobre este ano que já teimou em começar, apetece-me não fazer absolutamente nada até meados de Julho, altura em que pretendo iniciar a preparação para as merecidas férias. Não é que eu seja supersticiosa mas, como hoje é sexta-feira dia 15 e não 13, pode ser que tenha sorte e que este meu desejo se concretize.

8 de janeiro de 2010

6 de janeiro de 2010

Um Ano é, aproximadamente, o tempo em que a Terra demora a dar uma volta completa à volta do sol

Sugeriram-me (obrigaram-me a) fazer uma reflexão crítica sobre 35 horas da minha vida, das quais 1% foram passadas a ouvir alguém falar, 1% a desenvolver trabalho e 98% a sonhar. É-me muito difícil partilhar com os outros (estranhos) os meus sonhos, até porque não partilho sonhos nem com conhecidos, muito menos com estranhos. Assim, decidi reflectir sobre os 2% que me pareceram adequados. Pasmem-se. Escrevi três páginas A4.

Não sou muito boa a matemática. Senão, fazia uma estimativa de quantas páginas poderia escrever se decidisse escrever sobre 100% da minha vida, ou mesmo, só sobre o importante. No entanto, sem grande preciosismo, consigo dizer que já vivi perto de 289271, 82141 horas.

5 de janeiro de 2010

4 de janeiro de 2010

26 de dezembro de 2009

Acabou o Natal

Agora que já passou o Natal, venha a passagem de ano. Já de há alguns anos para cá que não ligo às superstições da passagem de ano.
Confesso que devo ter mais de 34 cuecas azuis por estrear, que a minha mãe teima em comprar.
No entanto, no ano passado comi 12 passas em cima de uma cadeira, mas acho que já passava um pouco da meia-noite e também já não sabia contar muito bem, por isso se calhar os resultados vêem-se mais tarde.

Começa a contagem.

P.S. A moça da foto não sou eu, mas podia ser porque tenho umas parecidas...

23 de dezembro de 2009

Feliz Natal


O espírito natalício chegou ao blogger e até na verificação de palavras são todas alusivas à época natalícia…

Feliz Natal!

Feliz Natal

14 de dezembro de 2009


A perda do significado ou a cura pela palavra...



13 de dezembro de 2009

Paz


Do discurso de agradecimento, destaco:
“… acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz…” Barack Obama

10 de dezembro de 2009

O espaço e o tempo


"Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando enfim superarmos o espaço e o tempo teremos destruído a nossa própria irmandade!
Se superarmos o espaço, restar-nos-á apenas um aqui. Se superarmos o tempo, restar-nos-á apenas um agora.
Entre o aqui e o agora, não acreditas que poderemos voltar a nos ver umas quantas
vezes? "
ai o tempo, sempre o tempo...

Do you ever think of me?

3 de dezembro de 2009

1 de dezembro de 2009

30 de novembro de 2009

Amor

Amor. Amor. Amor. Hoje apetece-me escrever sobre o Amor.
Onde o Word não chega… Hábito – costume, uso, rotina, etc. Habito – estou, moro, resido, vivo, etc.

26 de novembro de 2009

Energia Positiva

Nunca fui muito na onda das boas energias e essas coisas mais alternativas. Não tenho nada contra, mas a verdade é que não sou muito de seguir modas e essas religiões meio filosofias meio descompensação neurótica alternativa não fazem bem o meu género. Principalmente quando se mistura tudo numa vida só.
A mim, ecletismo nesta área, soa-me mais a falta de conhecimento. Acho que a palavra alternativa está mal empregue.
No entanto, admito, que eu própria tenho um buda e umas coisitas indianas lá em casa e estou a pensar adquirir uma flor que atrai as energias negativas que vi na casa de uma amiga e ficava mesmo bem na minha sala.
Nunca precisei de equilibrar os chacras, nem de fazer uma purificação da aura, embora já tenha feito uma leitura da aura. Mas, isso foi um acto de desespero.
Resumindo, e o que eu queria dizer quando comecei a escrever o post, é que existem pessoas que emanam más energias. Não sei se isto pode ser explicado por alguma filosofia oriental, mas eu sinto-me mal na presença de quem está de mal com a vida e não percebe isso. Os outros pedem ajuda. Destilam maledicência e infelicidade e não há mecanismo de defesa que resulte, nem o Feng Shui me safa. Só me resta a distância possível. Está explicada a minha ausência.

24 de novembro de 2009

Tu: Infelizmente as pessoas não têm a cabeça formatada para estas novas metodologias. Eu: Felizmente que não! Tu: O que eu queria dizer é que as pessoas não estão habituadas a pensar… Eu: Claro que estão. As pessoas pensam naquilo que precisam pensar e que lhes dá prazer. Tu: Estás a perceber-me. Eu: Não, não estou. Tu: Estava a tentar dizer que as pessoas oferecem alguma resistência às novas formas de pensar e de fazer as coisas. Eu: À mudança em geral. Tu: Estavas a perceber… Eu: Não estou, não. Não consigo fazer esse tipo de raciocínio linear…não estou formatada para pensar assim…

20 de novembro de 2009











- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.

- ...

19 de novembro de 2009

18 de novembro de 2009

Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutavelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller

16 de novembro de 2009

É só pra avisar que faltam 45 dias para 2010.

13 de novembro de 2009

The 10 Coolest Foreign Words The English Language Needs

Desenrascanço (Portuguese)
Means:
To pull a MacGyver.

This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.

12 de novembro de 2009

9 de novembro de 2009

4 de novembro de 2009

Fábulas

Era uma vez uns sapos que resolveram fazer uma corrida. O objectivo era atingir o cume de uma grande montanha. Havia no local uma multidão de animais a assistir. Muitos estavam ali para vibrar e torcer por eles. Outros para ver o “absurdo”. Começou a competição. Mas, como uma grande parte da multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto daquela montanha, o que mais se ouvia era: Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir... E os sapos começaram a desistir!... Alguns continuavam confiantes. E a multidão gritava: _ Loucos! Desistam enquanto é tempo, vocês vão morrer! E alguns sapos começaram mesmo a desistir, um por um... Menos um. Um sapo continuava tranquilo, embora cada vez mais ofegante...Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, terminada a corrida, com um único sapinho vencedor, foram perguntar como ele tinha conseguido concluir a prova e qual não foi a surpresa quando conseguiram descobrir… O sapo era surdo!

3 de novembro de 2009