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21 de agosto de 2011

Estou apaixonada

Estou oficialmente apaixonada. Descobri da pior maneira, daquela maneira que estou apaixonada mas ele não. Por isso, o que se avizinhava como posts cheios de coraçõezinhos e sobre o que a vida tem de bom, vão ser substituídos por posts lamechas sobre o fado, o destino, o karma. Sim, porque só pode ser karma, eu não tenho culpa nenhuma. Os meus amigos dizem que eu estou a exagerar. Mas, na verdade, quando alterei no facebook o estado civil para numa relação, os meus amigos fizeram like!. Só aqueles mais próximos, embirrantes e invejosos, é que me disseram que talvez fosse melhor não dizer o que sinto a toda a gente, e que o facto de ele me dar atenção não queria dizer que gostava de mim, que não havia nenhuma relação, enfim. Entre todos os meus amigos, só ele é que me perguntou com quem é que eu estava numa relação. Na altura não percebi, achei que era um sinal. Quando estamos apaixonados a nossa percepção fica um pouco distorcida. Bem, decidi alterar o meu estado civil de novo, e os meus amigos colocaram um smile triste. É bom ter amigos assim, e poder partilhar os meus sentimentos sem medo.

16 de julho de 2010

Reciclagem

No meu trabalho fazemos separação de lixo. Tu vais para ali, tu vais para ali, e tu vais para ali. Agora, aguardamos o pessoal reciclado. Quanto ao papel, toners e afins, mandamos para o lixo indiferenciado. A funcionária que recolhe o lixo é daltónica, não sabe distinguir as cores. Está a trabalhar ao abrigo do programa de emprego apoiado, para o ano não está cá, não vale a pena ensinar.

6 de abril de 2010

Simpatias para todas as ocasiões

Presunção e água benta, cada um toma a que quer. E não tem que escolher, geralmente quem toma uma toma também da outra. Só desta forma se consegue explicar tamanho pensamento mágico característico de quem exagera na presunção. A verdade é que essa elevadíssima imagem de si própria não revela por si só uma grande auto-estima, no máximo revelará uma grande falta de humildade aliada a uma devoção também ela exagerada por si própria à falta da devoção de outrem.
Mas o meu intuito inicial, quando comecei a escrever este post, era falar sobre simpatias e não sobre pessoas simpáticas. Mas, não consigo.
Eu conheço realmente pessoas simpáticas. Daquelas que não é preciso recorrer a simpatias para criar uma empatia. E se eu achei em tempos que a humildade seria uma das características pela qual eu sentia maior empatia, agora já não acho. Estar com uma pessoa presunçosa, que soa assim meio a rançosa, é um momento de grande divertimento. Eu preciso de divertir-me, mas ainda assim não é fácil a escolha. É como ir ao circo, regozijar-se com a parte dos leões e depois pensar que são animais selvagens que foram amestrados. Eu gosto de ir ao circo. Mas gosto principalmente dos malabaristas e trapezistas, que posso fazer.

20 de fevereiro de 2010

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.
Acho que fazemos esta pergunta vezes sem conta, seja em relação aos amigos, seja em relação à cara-metade, aos filhos, aos pais, seja em relação a qualquer um que nos rodeia. Há um certo momento na vida, esplendoroso, que percebemos que a vida dos outros não gira à nossa volta. Um momento de libertação dizem uns, um momento de sofrimento dizem outros.
Cada um arranja a sua estratégia para lidar com a situação. Eu arranjei um cão.