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21 de setembro de 2012


Tomei uma má decisão numa boa situação. Logo eu que estou habituada a tomar más decisões sem ter em consideração a situação, ou pelo menos sem tornar também má a situação.

As manifestações trazem consigo algumas situações engraçadas. Não falando dos abraços a polícias, nem de questões políticas, nas manifestações as pessoas estão, de uma forma geral, mais próximas. Eu ainda me lembro das manifestações contra as provas de acesso ao ensino superior. Lembro-me da quantidade de amigos que fiz nessa altura, quando ainda andava na escola. Agora, com a internet e com o facebook, recuperei o contacto com tantas dessas pessoas que conheci em tempos. Agora, faço like e comento ou não, vejo as fotos e as alterações de estado, e estamos muito próximos. Na manifestação vi pessoas que não via há anos e não as cumprimentei.

Confirma-se a teoria inventada por mim que quanto maior o número de pessoas juntas num espaço, mesmo que aberto, maior a probabilidade de encontrar alguém conhecido. Esta vem juntar-se à outra teoria que diz que quanto mais escondido tu andares, maior a probabilidade de encontrares alguém conhecido. Resumindo, não tentes andar escondido em locais públicos onde milhares de pessoas combinaram encontrar-se.

11 de junho de 2012

todos temos um oráculo dentro de nós


Todos temos alguém próximo, às vezes um amigo, um conhecido, ou mesmo um inimigo, que adivinha a vida dos outros. Alguém que faz previsões, um oráculo. Todos nós conhecemos um oráculo. Basicamente, ou de uma forma geral, é alguém que faz suposições, antecipações, previsões, ou outras conjeturas desde que sejam negativas. Maioritariamente são do sexo feminino, mas existem também do sexo masculino, são solteiras (leia-se sozinhas), mas também podem ser casadas (leia-se mal casadas), ou mesmo estar em (des)união de facto, sem sexo de uma maneira geral. São as mesmas pessoas que não gostam, aquando no início da primavera, de ver os jovens de mãos dadas na rua. E agora, que está quase a chegar o verão, que a felicidade aumenta, os corpos se desnudam, e tantas questões se nos colocam, a situação engrandece-se, a sabedoria oracular emerge,  as previsões aparecem, e o divertimento aumenta.

20 de agosto de 2011

there is no spoon

Às vezes quando parece que o dia não podia acabar pior, nós conseguimos torná-lo pior. No meu caso não preciso de muito, não preciso de discutir com ninguém, sair à rua à espera que uma situação menos boa aconteça, não, simplesmente fico em casa e deixo o meu pensamento fazer o resto. E não é que consigo. Às páginas tantas, tentei fazer o mesmo com o objectivo contrário. Para o dia me correr mesmo bem, deixei de interagir, não saí à rua, fiquei em casa e deixei o meu pensamento fazer o resto. E não é que consegui.

24 de junho de 2011

cagarro

Ando um bocadinho aborrecida, entediada mesmo. E quando penso que cheguei ao fim do Google, eis que me deparo com o cagarro. Já tinha ouvido falar que havia pessoal a acasalar em directo na net sem saber, e agora também o coitado do cagarro. Deve ser mais coitada da cagarra, ela é que deve estar a ser vigiada sem saber, porque macho que é macho até gosta de participar nessas coisas.

5 de maio de 2011

Dear Troika

Dos 78 mil milhões de euros, eu gostava que me dessem:

A camisola de alças, azul, da Bershka.
Aquelas sandálias das fitas da H&M, pode ser em preto.
O Passe completo do Super Bock e do Optimus Alive. Com o Músicas do Mundo eu cá me arranjo.
Uma tenda daquelas que se monta sozinha. Eu tenho uma das antigas, grande, mas andei a escrever umas coisas a caneta, datas e cenas assim, e agora não consigo apagar.
Um bilhete de ida para o Brasil, eu depois oriento-me para o regresso.
A renovação do meu contrato de trabalho. Eu sei que vocês não andam a dar-se muito bem com o ministro das finanças, mas vejam lá isso. E olhem, eu não escrevo post´s no horário de trabalho, são todos agendados.
Se não for pedir muito, gostava de ter consultas vitalícias de Psicoterapia e também abastecimento vitalício de gasolina. A gasolina pode ser de postos da Galp.

Look forward to hearing from you
Tulipa

P.S. Se tiver que escolher entre o Super Bock e o Alive, prefiro o Superbock.

14 de fevereiro de 2011

Não podia deixar passar este dia em branco

até porque tenho muito pouco para dizer ultimamente. Mas, neste dia, quero partilhar uma crença minha. Acredito que no amor existe uma lei equivalente àquela que diz “olho por olho, dente por dente”. É das leis mais antigas que existem, é a lei da retaliação. Eu subscrevo, em relação ao amor.
Amor com Amor se paga. Assim, se quiserem algo mais moderno.

Ponham-se a jeito e espalhem o vosso Amor como um vírus, é o que se me apraz dizer neste dia dedicado ao amor romântico. E boas colheitas. Isso, e algo assim mais cor-de-rosa.
Para os mal amados, desesperançados, para os agarrados à coca, ou simplesmente para quem não sabe o que estou a falar, aqui fica a notícia do dia: Paixão. O Cupido atinge numa fracção de segundo e um beijo sabe a cocaína.


14 de dezembro de 2010

liberdade, ai a liberdade

Uma Sra. tentou enganar a minha colega de trabalho. Resumindo, cometeu pelo menos um crime que consigo identificar, plágio. Claro está que tentar enganar alguém que está a trabalhar também deve ser crime, só não sei o nome. A Sra. não compreendeu o nosso ponto de vista, não consegue compreender porque é que plágio é crime, e nem consegue compreender porque é que a minha colega se sentiu enganada. Eu sei como a Sra. se sente, eu também acho isto tudo normal, estamos no Sec. XXI, temos internet, e já perdi a conta a quantas vezes eu vi e ouvi falar de um senhor que violou a privacidade de várias pessoas e instituições, mas que parece ser aclamado como um Robin Hood da Diplomacia, um impulsionador da Democracia, e pior, sim, muito pior, um defensor da liberdade de expressão.

23 de novembro de 2010

síndrome de operária fabril

Neste momento estou a sofrer da síndrome de operária fabril. Nada contra a profissão que simbolicamente escolhi para manifestar uma ideia, mas sinto-me como se vivesse no final do século XVIII. Após a migração para residir perto do local trabalho, a instalação no meu cortiço, só me resta trabalhar. Ainda bem que quarta-feira é feriado, sempre dá para descansar um pouco.

8 de novembro de 2010

A interpretação dos sonhos

Passei a noite a sonhar que estava a ser mordida no pescoço por um urso. Será que ando a ver demasiado National Geografic channel? Ou será simplesmente um sinal que hoje tenho que estar bem alerta na multidão e proteger-me de algumas pessoas? E escusam de vir para aqui dizer que os sonhos são desejos recalcados, porque isso é tudo mentira. Se assim fosse eu tinha tido uma noite mais animada, de certeza que tinha.

5 de novembro de 2010

Faz festas, a ver se cresce



Eu adoro massagens, daquelas tipo palpação ou apalpação também, com força e mais ao de leve, festas é que não. A única parte que cresce quando se faz festas eu não tenho. E não sou uma lâmpada mágica. A lâmpada mágica do Aladino tinha um efeito especial quando lhe faziam festas, saía um génio que satisfazia desejos. Mas eu não. Por isso mesmo, por essa razão, e por outras, massajem-me o ego mas não me façam festas que aqui dentro nada cresce. É que nem a admiração cresce assim.

27 de setembro de 2010

Pensamento profundo para a semana

Tudo o que entra sai. E é assim que vou começar a minha semana. Acordei leve e com a certeza que num sistema aberto que sou, tudo o que entra sai. Não há trabalho, vicissitude, que fique por aqui. Merda! Se for tudo, mesmo tudo, confirma-se, não há bela sem senão.

1 de maio de 2010

sobre o mês de maio

Hoje dei por mim, na livraria, parada junto aos livros de auto-ajuda. Não vou criticar quem lê, porque nunca li nenhum. Todas as minhas observações são baseadas nas capas e prefácios, bem como em estereótipos de algumas pessoas que os lêem. Todos têm a fórmula para a felicidade, como se esta última tivesse forma quanto mais fórmula. De vez em quando todos precisamos de um bálsamo para alma e cada um de nós escolhe a melhor forma, se bem que dar 20 ou 30€ por um livro de auto-ajuda deve fazer melhor a longo prazo do que um dia de spa por mês e, talvez quem sabe, me dispensassem de uma consulta de tarôt. Ler um livro de auto-ajuda é como ir ao cinema e escolher ver a “Alice” de Tim Burton pela segunda vez ao invés de ver “Shutter Island” de Scorsese, porque loucuras e problemas já bastam os do dia a dia. Eu provavelmente até compreenderia a escolha, se o Johnny Depp não estivesse tão caracterizado. Eu sei que andar a ler “A Obra ao Negro” de Marguerite Yourcenar, para além de não contribuir para o fortalecimento das minhas relações sociais, também não me parece uma acção muito católica para o mês de Maria. Mas eu sei que, e acreditem se quiserem, é tão difícil, cansativo e apaixonadamente estranho ser um fiel hipócrita acomodado à confortável vida tal como ela é, como ser um fiel lutador de ideais e um curioso dos mistérios deste mundo e da procura da compreensão da existência humana.

8 de abril de 2010

E agora, algo verdadeiramente profundo.

Hoje joga o Benfica com o Liverpool. Se o Benfica ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão contentes. Se o Liverpool ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão tristes. Mas, no entanto, numa profunda análise existencial, será apenas um jogo de futebol. E, mesmo não sendo a razão da minha existência, proporcionar-me-á um belo momento de prazer. 
Mas quando o Benfica ganhar, será a Loucura!