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1 de abril de 2011

Entre " "

Dizem os meus amigos, e os que me estão mais próximos, que eu tenho um grande sentido de humor. Até pode ser grande, mas é demasiado sarcástico e irónico, não me orgulho muito. Custa-me, por vezes, a incompreensão e a estranheza dos outros. Tento mudar, tento, mas não é fácil. No outro dia fui à festa de aniversário de um amigo que já não via há uns anos. Não conhecia ninguém, mudam-se os tempos mudam-se os amigos, o que é muito bom. Foram todos muito simpáticos comigo. Uma amiga dele disse que eu tinha muito sentido de humor, um amigo dele disse que eu era muito engraçada. Depois de tantos elogios, acabei a noite a contar-lhes aquela história em que eu ia a conduzir e um carro abrandou ao meu lado, baixou o vidro e gritou: Palhaça!!.

10 de março de 2011

Sublimação

Fui ver o discurso do rei, e o filme até se vê bem. É sobre um rei gago. Mas o mais importante do filme para mim foi aquela mensagem que passa em que o terapeuta que não era diplomado mas que era terapeuta, ao contrário dos terapeutas que têm diploma e são chamados os doutores, consegue estabelecer uma relação de intimidade com uma pessoa que não sabia bem como isso se fazia. E depois no fim, com algumas técnicas, o rei consegue fazer um discurso sem gaguejar. Eu gosto de contar os finais dos filmes. Sim, e acho que se devia apostar mais em filmes baseados em histórias verídicas.

16 de novembro de 2010

Probabilidades

Pensar nas probabilidades. É um pouco estranho pensar assim, é como ter a possibilidade e não fazer só porque não sabemos se vai resultar. Isto aplica-se a tudo na vida. A previsão só existe porque há a possibilidade do erro, pela probabilidade de haver uma escolha diferente. Eu faço previsões só pelo facto de saber que existem possibilidades diferentes. Então, qual é a lógica de não fazer? De ficar à espera para ver o que vai acontecer? Ou vou mudar o destino? Mudar o destino, mudarmo-nos a nós, e mudar o que está à nossa volta. Não é fácil, está cada vez mais difícil. Eu faço e aconteço, eu escrevo e digo tudo o que deve ser feito, e não ajo. Tenho que agir, para depois contar como foi. Estou com verborreia de pensamento, quando deveria de ser de atitudes. Quem escreve seus males espanta, assim como quem canta, e assim como quem dança. Já vos tinha contado que sou apaixonada por dança?

19 de outubro de 2010

Sabem aquelas pessoas que falam, falam, mas na hora h não fazem nada?
Sou eu. Mas é só hoje.

27 de setembro de 2010

Pensamento profundo para a semana

Tudo o que entra sai. E é assim que vou começar a minha semana. Acordei leve e com a certeza que num sistema aberto que sou, tudo o que entra sai. Não há trabalho, vicissitude, que fique por aqui. Merda! Se for tudo, mesmo tudo, confirma-se, não há bela sem senão.

10 de setembro de 2010

Aprender à força

Inspirada nas tantas crianças que neste momento preenchem a minha vida, ando a aprender todos os jogos infantis, músicas da pequenada e até séries televisivas. Ao que parece as séries televisivas são um dos maiores divertimentos de hoje em dia, para todas as idades. Nas minhas fantasias infantis encontro jogos como o futebol humano, macaca, elástico, congela, escondidas, entre muitos outros. E não incluo aqui a sueca, porque foi mais tarde, fica mal e eu quero dar o exemplo aos mais novos. Na minha pesquisa fiquei meio apreensiva com o jogo do toca e foge, pela semelhança com os jogos da vida adulta. Este não é um jogo que me traga grandes recordações, faz-me lembrar os xutos e pontapés e isso é bom. Para quem não se lembra ou não conhece, o jogo consiste em basicamente nos aproximarmos de alguém, tocar, e fugir em seguida sem ser apanhado. O toque varia de intensidade e de local do corpo consoante a veleidade de cada um. É um jogo que requer alguma destreza física e inteligência e é bom para quem gosta de jogar de costas viradas para os outros e para brincar com crianças que ainda não aprenderam a andar, pois ganhamos sempre. Na minha luta por me tornar uma melhor educadora percebi que, como em tudo na vida, temos que nos adaptar aos tempos modernos. Não vale a pena tentar qualquer aproximação e atenção de uma criança se não souber de trás para a frente todas as músicas de todas as séries que passam no canal panda e afins. Esqueçam Hans Christian Andersen, talvez mais tarde e depois de ganharem a atenção cheguem lá.