Santo António
Santo Antoninho
faz com que esta segunda-feira
se transforme no domingo
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6 de junho de 2011
5 de maio de 2011
Dear Troika
Dos 78 mil milhões de euros, eu gostava que me dessem:
A camisola de alças, azul, da Bershka.
Aquelas sandálias das fitas da H&M, pode ser em preto.
O Passe completo do Super Bock e do Optimus Alive. Com o Músicas do Mundo eu cá me arranjo.
Uma tenda daquelas que se monta sozinha. Eu tenho uma das antigas, grande, mas andei a escrever umas coisas a caneta, datas e cenas assim, e agora não consigo apagar.
Um bilhete de ida para o Brasil, eu depois oriento-me para o regresso.
A renovação do meu contrato de trabalho. Eu sei que vocês não andam a dar-se muito bem com o ministro das finanças, mas vejam lá isso. E olhem, eu não escrevo post´s no horário de trabalho, são todos agendados.
Se não for pedir muito, gostava de ter consultas vitalícias de Psicoterapia e também abastecimento vitalício de gasolina. A gasolina pode ser de postos da Galp.
Look forward to hearing from you
Tulipa
P.S. Se tiver que escolher entre o Super Bock e o Alive, prefiro o Superbock.
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28 de dezembro de 2010
New York, I Love You
Eu gosto da passagem de ano, e gosto de festas em geral. Adoro locais com muita gente, em grande exteriorização de emoções, como por exemplo concertos de música. Já tentei fazer o mesmo raciocínio para tentar gostar de ir ao centro comercial, ou somente para ganhar coragem para ir a um supermercado, mas não resulta. Também não participei na greve geral, mas foi por outros motivos que não vêm ao caso. Isto para vos dizer que sempre que me perguntam onde é que gostava de passar a grande noite, a minha resposta é que gostava de passar na rua. Gostava de passar em NY, em Paris, em Londres, em Praga, em Roma, mas também podia ser em Lisboa ou em qualquer outra cidade do país. A verdade é que não convenço ninguém que amo para cometer tal proeza, vá-se lá saber porquê. Também é por essa razão, que a única tradição de ano novo que ainda não quebrei foi ir à janela, quintal, ou porta da rua dependo dos locais onde estou, assistir ao barulho que se faz após as 12 badaladas. Adoro o barulho da alegria e da euforia, sim eu sei, eu sei que é meio estranho. Houve um ano que convenci o corajoso, que estava cego de paixão, e passei a meia-noite no Terreiro do Paço. Para além da observação sociológica de tal acontecimento, e embora tenha aberto a garrafa de espumante antes da hora, o que explica em grande parte todos os meus acontecimentos de vida nesse ano que entrou, a experiência foi positiva o suficiente para continuar a desejar passar o ano na rua. Mas, embora goste de assistir a manifestações de emoções e afectos dos outros, gosto principalmente de participar nas manifestações de emoções e afectos daqueles que amo e, na hora da escolha, fico com eles.
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Desejos, tem tudo a ver com desejos
Se não desejares, morres por dentro. A minha amiga D. está entusiasmadíssima a organizar os festejos da passagem de ano e, como se não bastasse tamanha tarefa, já me arranjou pelo menos mais duas festas para Janeiro de 2011. O entusiasmo é tão grande que aproveita todos os telefonemas de boas festas para combinar um fim-de-semana fora de Lisboa. É uma exagerada, digo eu. És uma engonhada, está a fluir, diz ela. Ela gosta de ver as coisas a fluir. E a vida divide-se precisamente entre quem gosta da preparação, de ver as coisas fluírem, e entre quem só se interessa pelo resultado final. Por esta razão, e por outras razões, é importante que não faltem as passas na grande noite, e que não faltem os desejos no ano inteiro. Poucas pessoas entenderam quando disse, em meados de Dezembro, em jeito de resolução de ano novo, que ia mudar de vida; e à pergunta “o que vais fazer de novo?”, respondi com “vou comprar uma mesa extensível para a sala de jantar”. Na vida, como num grande jantar de amigos, que nunca falte o prazer da escolha dos ingredientes, do tempero, da confeição e da confecção, que nunca falte o prazer da preparação da mesa; e, mesmo que no final o cozinhado não corra assim tão bem, que fique sempre o grande desejo de haver mais e mais.
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14 de dezembro de 2010
Viagem, ou viagens
É um dos meus desejos para 2011, uma viagem, várias viagens, muitas viagens. E nem de propósito, recebo um e-mail com esta maravilhosa aterragem em Lisboa.
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Paz no mundo também não vale
Sugeriram-me a elaboração de uma lista de 12 desejos para 2011, não materiais, que não se traduzam necessariamente na aquisição de bens materiais, e olha que não é tão fácil como parece. Mesmo podendo incluir viagens, sim, as viagens podem ser incluídas porque embora sejam físicas têm como objectivo alimentar a alma. Pode também ser incluído a formação pessoal, ou neste caso, aumentar a formação pessoal/profissional. Experimentem lá. Ou então não. O objectivo é só alertar-vos (ou chatear-vos, depende), nesta época natalícia.
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1 de novembro de 2010
Novembro rima com não me lembro
Voltei devagar e vou tentar não fazer muito barulho. É que ando muito sensível a estímulos exteriores. Não gosto do mês de novembro. Estava a pensar que novembro era aquele mês que não há nada que lhe associe. O dezembro, mês do natal e prenuncio do novo ano. Janeiro, o mês de grandes transformações e projectos, até chegar fevereiro que é o mês mais pequeno, o do esquecimento, e que ninguém leva nada a mal. O mês de março é o início da primavera, o de abril o da revolução, e juntamente com maio, mês da nossa senhora e não só, começa a vontade de sair à rua, tirar a roupa, passear. Em junho começa a época balnear e a contagem decrescente para as férias. Julho é o mês de preparação, da pele queimada, e começa a rambóia que culmina no final de agosto. Setembro é o meu mês. Em outubro começa-se a sentir o outono, e este ano parece que também o inverno. Agora o novembro, o novembro não me diz nada.
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15 de janeiro de 2010
desejo
Acabadas as reflexões críticas, e as críticas relativamente às reflexões, deste ano que passou e sobre este ano que já teimou em começar, apetece-me não fazer absolutamente nada até meados de Julho, altura em que pretendo iniciar a preparação para as merecidas férias. Não é que eu seja supersticiosa mas, como hoje é sexta-feira dia 15 e não 13, pode ser que tenha sorte e que este meu desejo se concretize.
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