A aptidão para a visão espacial nunca foi o meu forte. Projectar um desenho do espaço para o papel é uma difícil tarefa. Forma, dimensão, espaço, ponto, recta, plano, sempre foram conceitos imperceptíveis para mim. Porque a forma persiste, sem tempo, sem espaço e num qualquer plano. A distância entre dois pontos não é um segmento de recta. E o caminho percorrido não é medido pela distância que se faz. Há distâncias que não são medidas pela matemática e física. A trajectória entre um ponto x e um ponto y não é igual à trajectória entre um ponto y e um ponto x. Também não existem linhas paralelas, desenganem-se. Todas vão ter à mesma direcção, que aparece desenhada em sonhos nas entrelinhas. E é nos sonhos, sem espaço, tempo ou forma, que se desenha a vida.
30 de março de 2010
27 de março de 2010
Dia mundial do irmão
Hoje questionei-me porque não haverá um dia mundial do irmão, embora tenha uma opinião muito particular sobre os dias que são assinalados com uma data específica. Para mim, não existe nada maior no mundo nem amor maior no mundo que o que sinto pelos meus irmãos. Imagino-me a cometer as maiores loucuras por eles. Não consigo sequer conceber a minha felicidade sem partilhar da deles. É o exemplo da amizade verdadeira. É a aceitação incondicional. Nesta relação não consigo compreender qualquer tipo de sentimento mesquinho. É como algo de transcendente, dificilmente traduzível por palavras. Já procuraram um sinónimo para irmão? Igual, semelhante, companheiro, colega. Por isso decreto hoje o dia mundial do irmão. Pelo menos no meu mundo.
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26 de março de 2010
Desta vez, vai começar pelo fim.
É-lhe conhecido o gosto por quebrar os caminhos pré-traçados. Tem um pouco de encanto e criatividade, mas também de manipulação e sublimação. Não é fácil o relacionamento com ela, não é fácil lutar contra a predestinação para seguir um caminho diferente. Não foi por falta de conselhos. A vida não se coaduna com escolhas com base na beleza, no amor verdadeiro, na procura da certeza. A vida não espera que acerte no atalho, depois de ter decidido sair dos trilhos marcados. Assim como a natureza se revolta com a quebra dos seus ciclos naturais, assim como o mar irá tomar de volta tudo o que lhe retiraram, assim a vida irá fazê-la perceber que não se harmoniza com escolhas extraordinárias. Desta vez, ela não vai construir sobre alicerces velhos. Teria que nascer de novo e, nesta vida, não será possível. Porque certos trajectos fazem-se num sentido só. Nessa relação com contornos tão burlescos, acaso da sincronia, apelidada de nada, criou um fosso tão grande entre eles, só transponível se se projectarem os dois no abismo. E o abismo é o fim.

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8
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24 de março de 2010
Não há fome que não dê em fartura
Numa altura em que se acumulam dúvidas existenciais, problemas financeiros, crises emocionais, solidão, stress e tantas outras maleitas aparentemente inultrapassáveis, é de partilhar que descobri que a sabedoria popular há muito tempo que se debate com todos estes problemas e tem afirmado, optimisticamente, que o pior ainda está para vir. Qual profecia Maia. É que segundo a sabedoria popular, não há fome que não dê em fartura. E escusam de me dizer que o provérbio está mal interpretado porque cada qual puxa a brasa à sua sardinha.
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Que dor!
Já conhecia a dor de corno, a dor de cotovelo, entre outras...
Há uns dias tive a oportunidade de experienciar a dor de galo na cabeça após uma parede do meu local de trabalho ter, literalmente, chocado contra mim.
Nem vou aqui descrever o barulho, nem a sensação de todos os ossos do crânio terem-se deslocado cerca de oito centímetros, mais ou menos os mesmos que o eixo de rotação do planeta ter-se-á deslocado com o terramoto.
Prontamente socorrida pela D.A., que me trata sempre pelo diminutivo de qualquer nome ou grau académico, sugeriu-me que fosse para casa e accionasse o seguro. Começou a perguntar-me carinhosamente se me estava a sentir mal, se estava com calor, se estava com frio, se tinha vontade de vomitar, entre outros sintomas. Comecei a sentir tudo à mesma velocidade que ela enumerava todas as sensações que eram possíveis resultar daquela situação.
Ainda ponderei a sugestão. Acidente de trabalho, hum, fim-de-semana à porta...Acabei por ficar.
A minha mãe, que às vezes me trata por patanisca, disse que a nódoa negra irá passar. O único senão, para além da possibilidade de traumatismo craniano, é que o galo ia cantar à meia-noite. A nódoa negra passou e o galo não cantou.
Claro está que fiquei curiosa sobre a origem da expressão "galo na cabeça", que no meu caso foi bem no meio da testa, mas não encontrei nada de relevante. E já provei que é tudo mentira.
A explicação mais verosímil foi aquela que compara o hematoma à semelhança com uma crista de galo.
Bem, também não é preciso exagerar. Não ficou muito bonito e tal, mas daí a parecer uma crista de galo...
Em relação às consequências, essas irão revelando-se aos poucos. Há até quem diga que já se nota.
Não é fácil voltar ao trabalho!
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20 de março de 2010
Até faz algum sentido.
Afecto
Parece que ao abrigo do novo acordo ortográfico, só deixam de existir as consoantes que não se pronunciam.
Parece que ao abrigo do novo acordo ortográfico, só deixam de existir as consoantes que não se pronunciam.
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17 de março de 2010
Nem sempre o caminho mais fácil é o mais recompensador
foto flickr
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16 de março de 2010
Amor
Falamos de compatibilidades, de características de personalidade, de valores, objectivos de vida em comum...
Mas para mim, há um aspecto que não pode ser descurado. Gostas de caracóis?
É bom que pelo menos toleres o cheiro que se entranha, o aspecto nojento, o barulho do chupar...
Senão, não nos enganemos, não façamos planos a longo prazo. Teremos que resolver a nossa relação até meados de Maio, altura em que eles começam a sair da casca e a ficar saborosos.
Hum, hoje apetecia-me caracóis.
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14
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15 de março de 2010
Conformismo
Ainda em relação ao sentimento despertado pelo post anterior e não só. Já reflecti sobre o efeito Halo, o efeito estufa, o efeito placebo, o tão na moda efeito borboleta, o efeito dopller, o de Joule e o meu preferido o efeito carambola. Mas hoje decidi escrever sobre um dos efeitos de Asch, que é por assim dizer, um dos que ainda me impressiona.
Em meados dos anos 50, perceba-se do século passado, Solomon Asch realizou uma experiência para comprovar aquilo que todos sabemos, a nossa tendência para seguir a opinião dos outros.
A experiência foi mais ou menos assim:
Foram colocadas várias pessoas numa sala com o objectivo de fazer um teste de visão. O grupo era constituído por 8 pessoas, 7 que conheciam a experiência e estavam informados sobre o que deveriam responder e uma vítima que era o experimentado.
Foram mostradas várias figuras ao grupo e perguntavam-lhes qual das linhas (A, B ou C) era igual à da esquerda.
As 7 pessoas inicialmente davam uma resposta certa e após várias figuras começavam a dar uma resposta incorrecta propositadamente. O experimentado era sempre a 6ª pessoa a responder. A descoberta foi que mais de metade dos indivíduos submetidos à experiencia davam uma resposta errada e seguiam o grupo, mesmo sabendo que estavam a dar a resposta errada.
Generalizando.
O respeito pelas normas é uma forma de conformismo e é saudável dentro de um grupo.
Mas abdicar do que se vê como correcto? A necessidade de fazer parte de um grupo leva-me a cumprir as normas, mas não a abdicar da minha opinião. E se não concordar, não me resta grande alternativa senão deixar de fazer parte. As consequências? Algumas são quase insuportáveis. Mas para mim, acima das normas estão os valores e desses não abdico.
De opinião todos mudamos, ou pelos menos os mais iluminados. Agora de valores, desconfio.
E não há nada que me repudie mais que pessoas sem valores. No dia-a-dia chamam-lhe de falta de personalidade.
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14 de março de 2010
O congresso do PSD acabou e o sentimento de todos os membros é que “saíram de lá todos mais unidos”. Parece que durante este congresso, aprovaram uma alteração aos estatutos do partido que prevê a suspensão ou expulsão de membros que vão contra o programa do partido. Saíram de lá todos mais unidos. Viva a Democracia! Ai, Que medo!
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5
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10 de março de 2010
A vida, em si mesma, é pouco agradável. Mas em compensação, o que está ao redor é indiscutivelmente maravilhoso. Basta, por isso, conseguir ver um pouco mais além.
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5
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9 de março de 2010
Solidão
foto olhares
Desde muito cedo aprendeu a ser bem comportada. Sem o verdadeiro reconhecimento do bom comportamento mas sob a ameaça do castigo pelo mau, foi crescendo desfilando numa passadeira vermelha de emoções. A passadeira apesar de suficientemente larga para comportar várias pessoas foi construída em exclusivo para ela. E no alquimiar das suas relações sociais, não conheceu nada de novo. Não conheceu a felicidade de viver em sociedade, nem a frustração de viver com pessoas. Hoje, está sozinha.
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7
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8 de março de 2010
Parque Natural da Arrábida
A Serra da Arrábida, um dos meus locais de eleição para passear, foi eleita como um dos 21 finalistas do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal.
Estou a torcer.
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2 de março de 2010
Silêncio - Contribuição para a Fábrica de Letras
Há muito que a vida onírica tinha desaparecido. Até os sonhos o haviam abandonado. Soube que estava sozinho quando a música deixou de o acompanhar no seu silêncio e passou a ser uma entidade exterior que apenas assinalava uma presença. Jurou-lhe nunca mais proferir uma palavra e prometeu para si próprio nunca deixar de cumprir essa mesma promessa.
Hoje, sem palavras, pensa que os sentimentos já não podem ser traduzidos nesses símbolos. As palavras estragam os momentos que as procedem, por isso prefere o silêncio.
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Saídas à francesa
Gosto de saídas de emergência, saídas rápidas e discretas, saídas prolongadas, saídas espalhafatosas, saídas à noite, saídas inesperadas, saídas de dia, sair mais cedo, sair mais tarde, com destino ou sem destino.
Eu gosto de sair-me bem, à grande e à francesa. E, também, de beijos à francesa.
Não consegui saber a origem da expressão "saída à francesa", mas também não interessa. O que é certo é que pode ser interpretada de várias formas. Para mim, poderá ser um sinal de timidez ou um sinal de má educação. Como distingo? Se dúvida houver sobre a saída, cairá na má educação e no esquecimento. Como as saídas são despedidas, o sair à francesa também pode ser um até já.
No outro dia com uma amiga, a relembrar os tempos de jantares da faculdade, ambas nos lembrámos do nosso colega, lindo de morrer, que tinha o hábito de sair à francesa. Má educação? Não me parece. Um sinal de marca, que marcou as nossas memórias.
Eu lembro-me de algumas saídas à francesa da minha parte e, posso confessar que, foram todas de má educação. Num início de festa, horrível, enjoativo mesmo. Num final de festa, onde só resta o tédio. Num workshop pouco interessante. Numa conversa menos interessante ainda. Uma lista de situações, todas com o mesmo adjectivo, desinteressantes.
Mas, como também não gosto de despedidas, sair discretamente pode acontecer quando faço intenções de voltar.
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1 de março de 2010
Abraço
Em Portugal não temos o hábito de abraçar. Os homens, por exemplo, escrevem abraços mas não dão. Mas através do abraço, do contacto físico, autêntico e sincero, compreendemos melhor os nossos sentimentos e os dos outros. Conseguimos compreender melhor o nosso espaço, os nossos limites.
Tive a oportunidade de aprender e vivenciar estes sentimentos com pessoas que muitos diriam que não temos nada a aprender. Confesso que não foi uma aprendizagem fácil, acho que não estava preparada, quer pela idade quer pelo contexto em que sempre vivi, mas foi muito gratificante e alterou a minha forma de ver o mundo. O meu mundo e o mundo dos outros.
Através de um abraço sentimos a segurança, as semelhanças e as diferenças, os sentimentos verdadeiros. Ao sentir um abraço compreendemos a impotência, aumentamos a aceitação e a confiança.
Hoje esteve um dia de sol e lembrei-me disto. Lembrei-me também, que passo demasiados dias sem me lembrar e sem abraçar.
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Acordo ortográfico
Eu não sou contra o acordo ortográfico. Sou contra erros de ortografia.
Anda a circular no facebook uma Iniciativa de recolha de assinaturas para apresentar à Assembleia da República uma proposta de revogação ou suspensão do acordo ortográfico.
Uma vez que nem sei bem quais são as alterações, muito embora me esforce para escrever português com a maior correcção possível, não sou daquelas pessoas que se escandalizam com facilidade e também não sou muito resistente à mudança.
Na tentativa de perceber melhor este fenómeno, fui fazer uma investigação. Sim, porque embora não seja uma vítima da maioria, gosto de saber o que os outros pensam sobre os assuntos.
Não deixem de ver os comentários efectuados hoje na página do Público, aqui, relativamente a esta notícia, que explicam em grande parte esta minha opinião.
Embora seja só uma opinião, que vale o que vale, considero que as preocupações deveriam passar por garantir que todos os indivíduos portugueses, indivíduos estrangeiros que frequentam as nossas escolas e também os estrangeiros que até são portugueses e que também têm que frequentar as nossas escolas, concluam a escolaridade obrigatória a saber escrever português correcto, com ou sem acordo ortográfico.
Logo que me seja possível, mostro também umas verdadeiras pérolas do facebook na arte de bem escrever.
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27 de fevereiro de 2010
Este é um pedido sincero. São Pedro, Poseidon, Neptuno, Tam Kung, Shenlong, Tlaloc, Chaac, Tor, Frey, façam alguma coisa! Para o bem de todos. E para meu bem. Não aguento mais esta paisagem.
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26 de fevereiro de 2010
Sugestão
Rei Édipo
Versão e encenação Jorge Silva Melo
Teatro Nacional D. Maria II
Sala Garrett
18 de Fev. a 28 de Mar 2010
Versão e encenação Jorge Silva Melo
Teatro Nacional D. Maria II
Sala Garrett
18 de Fev. a 28 de Mar 2010
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Fé
Esperei com as portas escancaradas. Agora fechei todas as portas e abri todas as janelas, na esperança que tudo pode acontecer...
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24 de fevereiro de 2010
23 de fevereiro de 2010
Há algo de contraditório em tudo isto
Pára tudo, que eu preciso de ajuda. Este mês é o mais pequeno do ano. E, não consigo explicar porque demorou tanto a passar. O mês tem 28 dias, 3 consagrados a férias e 8 de descanso. E, ainda faltam 5 dias para acabar. Não foi excesso de dias de trabalho. Será excesso de tempo livre? E se um dia tivesse 12 horas, faria tudo o que faço em 24 horas mas mais rápido? Ou tinha que viver o dobro dos dias, para conseguir fazer tudo aquilo a que me proponho? Estranha forma de viver o tempo.
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4
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20 de fevereiro de 2010
Plataforma Cidadania e Casamento
Hoje, enquanto estava parada nos sinais luminosos do Marquês de Pombal à espera que passassem os manifestantes pela defesa dos direitos do casamento entre homem e mulher e da família, da Plataforma Cidadania e Casamento, vieram-me à cabeça alguns pensamentos e imagens recorrentes como, "tão jovens e já com tantas preocupações…", "quem desdenha quer comprar", "get a life", "escolheram o Marquês de Pombal porque fica perto do Parque Eduardo VII" ... e, algumas cenas de vários filmes do Pedro Almodóvar.
Também me lembrei deste filme, mas foi por outros motivos.
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A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.
A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.
Acho que fazemos esta pergunta vezes sem conta, seja em relação aos amigos, seja em relação à cara-metade, aos filhos, aos pais, seja em relação a qualquer um que nos rodeia. Há um certo momento na vida, esplendoroso, que percebemos que a vida dos outros não gira à nossa volta. Um momento de libertação dizem uns, um momento de sofrimento dizem outros.
Cada um arranja a sua estratégia para lidar com a situação. Eu arranjei um cão.
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19 de fevereiro de 2010
Imaginar
Não há nada que me dê mais prazer do que planear uma viagem. A maioria das que planeei não se concretizaram, é certo. No entanto, agrada-me a fantasia, gosto de imaginar. Escolher o destino, escolher a forma de lá chegar e recolher informação sobre tudo o que é possível ver e fazer. Seja num destino longe ou perto. Passo o meu tempo nesta árdua tarefa, a imaginar.
E, num momento, descubro que é na viagem mais comum, na que não planeei, na viagem que não consegui imaginar, que encontro o melhor destino. Inesperadamente.
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17 de fevereiro de 2010
" ... as mulheres estão presas às estrelas por fios invisíveis ... A lua atrai as marés e faz com que as plantas se abram em flor. Essa mesma energia atravessa as mulheres. Harmonizadas com os astros, ainda que não o saibam, todas as mulheres têm vocação para o infinito. Os homens, pelo contrário, estão soltos no universo como gravetos num rio. Só as mulheres podem salvar os homens de se perderem no caos ... "
José Eduardo Agualusa in "Barroco Tropical"
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13 de fevereiro de 2010
Eu sou preconceituosa
É verdade, eu sou preconceituosa, descobri isso há pouco tempo. Custa admitir, mas não tenho grandes hipóteses. Baseada em alguns estereótipos, fundamentados não sei em quê, onde, nem quando, generalizei. Uma espécie de economia mental, que também é necessária. Em vez de pensar “deixa lá interagir com este indivíduo para ver como é que é” preferia “são todos iguais”. O que me facilitava o pensamento, que preciso de usar para outras coisas e também poupá-lo um bocadinho para uma situação de urgência. Numa situação de urgência e recorrendo ao que me resta de inteligência concluí “somos todos muito parecidos”.
Nunca tive tendência para julgar ou catalogar as pessoas à primeira impressão, valha-me isso. Logo, nunca cometi muitos erros de julgamento. Claro que há empatia ou não, mas nunca deixei que isso inibisse a descoberta de alguém.
Até poderia tentar tecer aqui um comentário sobre o que nos faz simpatizar ou não com uma pessoa quando a conhecemos, mas seria uma perda de tempo pois acredito que não existe uma razão. Será, provavelmente, uma espécie de Lei da Empatia, que terá na sua base outras tantas leis da Química, Física e outras ciências.
Mas existem outros factores mais concretos, que não são necessariamente vistos como pejorativos e que influenciam essa atracção, são os outros preconceitos. A forma como alguém se veste, as músicas que ouve, os sítios que frequenta, onde trabalha. Todos estes factores influenciam, são mais ou menos comuns, e estão presentes no círculo de pessoas que nos rodeia. Não é necessariamente mau, de uma forma geral as pessoas unem-se pelas semelhanças. Mas, bom mesmo é descobrir as diferenças. E eu, assumidamente preconceituosa, adoro descobrir pessoas diferentes.

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12 de fevereiro de 2010
Sobre nós
Há o nó na garganta.
Há o nó no estômago.
E, há o nó direito.
Serve para unir 2 cabos de diâmetro igual, mas eu utilizo-o em todas as circunstâncias. Recomendo.
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10 de fevereiro de 2010
Certos percursos têm algo de redentor.
Eu sei que não estamos na Páscoa, mas adianto-me.
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7 de fevereiro de 2010
Sim, na História da Humanidade.
Costuma-se dizer que o que se passa na nossa casa reflecte-se no mundo em que vivemos. Se todos fizéssemos a nossa parte, o mundo seria um lugar mais agradável. Mas, acho que neste momento, sinto as coisas um pouco ao contrário, o que se passa no mundo reflecte-se na nossa casa. Só assim consigo explicar o caos que vai por aqui. É verdade que as nossas pequenas acções podem ter repercussões em tudo o que se passa à nossa volta e, sim, tenho só para mim o desejo secreto de ficar na história. Sim, na História da Humanidade.
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5
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2 de fevereiro de 2010
De novo, sobre o envelhecer, para a Fábrica de Letras.
- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos. Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos. Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
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Escárnio e mal dizer
Porque também tenho a minha vertente de escárnio e mal dizer, hoje apetece-se falar mal do filme Avatar. Fiquei movida por um sentimento que não sei explicar, depois de ter ido ver o filme Avatar, acho que foi de tédio. E, já passou algum tempo. Mas o tempo pode ter este efeito, em vez de apaziguar, realçar o descontentamento. Até porque, já passou algum tempo e a azáfama continua. Diga-se de passagem, que o filme podia ter sido feito com uma duração de 1h.30m que ninguém ia estranhar. Não fiquei muito surpreendida com a história, embora estivesse à espera de um naufrágio a 3D, pelo menos a história de amor estava lá. Confesso que não vi o primeiro naufrágio, daí a esperança de ver agora. Saí do cinema a pensar, qual teria sido a parte em que adormeci. Foi, de certeza, na parte mais importante, aquela que me faria encantar. Mas fui, contribuí para que se torne o filme mais visto. Deu para relembrar que nada mudou. Quanto mais pessoas juntas numa sala, maior a quantidade de aberrações dignas de um filme de terror a 3D. Detesto o cinema cheio de gente, que falam durante o filme e que, sim aconteceu ao meu lado, atendem o telemóvel. Pois, está visto que não estava no espírito da coisa. No entanto, tenho que realçar que os óculos eram giros, cheios de estilo, parecíamos todos pseudo-intelectuais a apreciar arte. No meu caso, não a quatro olhos, mas a seis. Mas fiquei a pensar, se tivesse que descer à terra encarnada num avatar qual seria a forma ideal.
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1 de fevereiro de 2010
"O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página."
Agostinho de Hipona
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28 de janeiro de 2010
Empatia, ou não
O diálogo (monólogo) feliz, para a certeza da incompreensão.
- Eu também já fui assim, por isso sei como é que é.
- Eu também já fui assim, por isso sei como é que é.
- A mim também já me aconteceu, por isso sei como é que é.
- Eu também já fui, por isso sei como é que é.
- Eu também já fiz, por isso sei como é que é.
- Eu também já vi, por isso sei como é que é.
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26 de janeiro de 2010
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Hoje, deu-me para implicar com ditados e provérbios populares. Eu, que até costumo ser admiradora e utilizá-los nas melhores circunstâncias. Não falo muito, porque acho que para bom entendedor meia palavra basta. Errado. Deus só te dá aquilo que consegues carregar. Pois, pois, fia-te na virgem e não corras e acabas com um problema na coluna. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Não me parece nada verdade, passo o dia com pessoas que não escolhi, saio com amigos que resolvem trazer os amigos, trabalho para pessoas que não posso seleccionar, vou ao café e têm uma empregada nova e quando quero ficar sozinha e sossegadita toca o telefone e é a Sílvia da tmn. No entanto, como vozes de burro não chegam ao céu, posso dizer o que me apetece sem medo das consequências de que quem diz o que quer, ouve o que não quer. Mas, como quem tem cu tem medo, é melhor ter atenção. E, quem não arrisca não petisca, ai Amor a quanto obrigas. E porque me apetecia um vinho tinto, não poderia deixar de referir que para uma boa colheita, poda-me em Janeiro, empa-me em Fevereiro, cava-me em Março, em Abril deixa-me dormir, em Maio dá-me um arrendasso e depois verás o que eu faço. Como ano novo vida nova e, é melhor o ano tardio que o vazio e nada tem quem nada lhe basta, vou pôr-me a mexer porque quem muito fala pouco acerta. Mas, vou na esperança de que, quem espera sempre alcança.
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23 de janeiro de 2010
Admirável mundo novo
Chega a uma altura em que iniciamos uma viagem de encontro aos nossos pensamentos. Nesse dia afundamo-nos na vida, no momento presente, no aqui e agora, na oportunidade única, que não se repete. Os momentos não se repetem. O aqui e agora acontece em qualquer lado. Não há tempo para descansar, o dia e a noite desaparecem, perduram apenas num perfume que se dispersa. Num momento tudo muda, para sempre. Sempre que procuramos coisas novas, desconhecidas, de uma forma confiante e também vulnerável, a vida torna-se na maior aventura. Eu gosto de aventuras. Parece-me que afinal os sonhos não são desejos recalcados. Se fossem, eu não andaria a sonhar com tamanhos despropósitos. É que no admirável mundo novo nós só teríamos duas hipóteses, neste temos mais. Temos tantas hipóteses que nos damos ao luxo de experimentar várias delas. Quais regras ou valores sociais.
Assim, depois de ter escrito uma sucessão de coisas que ninguém percebe, o que eu queria mesmo dizer é que a procura da Felicidade Máxima vai-se encontrando nos pequenos momentos. E, que, a única forma de compreender isso será com o coração e jamais com a razão em palavras ditas ou escritas.
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22 de janeiro de 2010
acreditar
Recebi um e-mail daqueles parvos, que nunca reencaminho. Mas, a verdade é que, fez-me pensar. Não acredito na sorte, em acasos, coincidências ou destino, mas a pior coisa que já me disseram um dia foi “Tu, dás-me azar”. Não dá para explicar tamanha sensação de desencanto. Não consigo não acreditar, até porque já me disseram “Tu, dás-me sorte” e eu acreditei.
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15 de janeiro de 2010
desejo
Acabadas as reflexões críticas, e as críticas relativamente às reflexões, deste ano que passou e sobre este ano que já teimou em começar, apetece-me não fazer absolutamente nada até meados de Julho, altura em que pretendo iniciar a preparação para as merecidas férias. Não é que eu seja supersticiosa mas, como hoje é sexta-feira dia 15 e não 13, pode ser que tenha sorte e que este meu desejo se concretize.
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8 de janeiro de 2010
6 de janeiro de 2010
Um Ano é, aproximadamente, o tempo em que a Terra demora a dar uma volta completa à volta do sol
Sugeriram-me (obrigaram-me a) fazer uma reflexão crítica sobre 35 horas da minha vida, das quais 1% foram passadas a ouvir alguém falar, 1% a desenvolver trabalho e 98% a sonhar. É-me muito difícil partilhar com os outros (estranhos) os meus sonhos, até porque não partilho sonhos nem com conhecidos, muito menos com estranhos. Assim, decidi reflectir sobre os 2% que me pareceram adequados. Pasmem-se. Escrevi três páginas A4.
Não sou muito boa a matemática. Senão, fazia uma estimativa de quantas páginas poderia escrever se decidisse escrever sobre 100% da minha vida, ou mesmo, só sobre o importante. No entanto, sem grande preciosismo, consigo dizer que já vivi perto de 289271, 82141 horas.
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no mesmo sentido
5 de janeiro de 2010
4 de janeiro de 2010
26 de dezembro de 2009
Acabou o Natal
Agora que já passou o Natal, venha a passagem de ano. Já de há alguns anos para cá que não ligo às superstições da passagem de ano.Confesso que devo ter mais de 34 cuecas azuis por estrear, que a minha mãe teima em comprar.
No entanto, no ano passado comi 12 passas em cima de uma cadeira, mas acho que já passava um pouco da meia-noite e também já não sabia contar muito bem, por isso se calhar os resultados vêem-se mais tarde.
Começa a contagem.
P.S. A moça da foto não sou eu, mas podia ser porque tenho umas parecidas...
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23 de dezembro de 2009
Feliz Natal
O espírito natalício chegou ao blogger e até na verificação de palavras são todas alusivas à época natalícia…
Feliz Natal!
Feliz Natal!
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14 de dezembro de 2009
13 de dezembro de 2009
Paz
Do discurso de agradecimento, destaco:
“… acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz…” Barack Obama
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10 de dezembro de 2009
O espaço e o tempo
"Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando enfim superarmos o espaço e o tempo teremos destruído a nossa própria irmandade!
Se superarmos o espaço, restar-nos-á apenas um aqui. Se superarmos o tempo, restar-nos-á apenas um agora.
Entre o aqui e o agora, não acreditas que poderemos voltar a nos ver umas quantas
vezes? "
ai o tempo, sempre o tempo...
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3 de dezembro de 2009
1 de dezembro de 2009
30 de novembro de 2009
Onde o Word não chega…
Hábito – costume, uso, rotina, etc.
Habito – estou, moro, resido, vivo, etc.
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26 de novembro de 2009
Energia Positiva
Nunca fui muito na onda das boas energias e essas coisas mais alternativas. Não tenho nada contra, mas a verdade é que não sou muito de seguir modas e essas religiões meio filosofias meio descompensação neurótica alternativa não fazem bem o meu género. Principalmente quando se mistura tudo numa vida só.
A mim, ecletismo nesta área, soa-me mais a falta de conhecimento. Acho que a palavra alternativa está mal empregue.
No entanto, admito, que eu própria tenho um buda e umas coisitas indianas lá em casa e estou a pensar adquirir uma flor que atrai as energias negativas que vi na casa de uma amiga e ficava mesmo bem na minha sala.
Nunca precisei de equilibrar os chacras, nem de fazer uma purificação da aura, embora já tenha feito uma leitura da aura. Mas, isso foi um acto de desespero.
Resumindo, e o que eu queria dizer quando comecei a escrever o post, é que existem pessoas que emanam más energias. Não sei se isto pode ser explicado por alguma filosofia oriental, mas eu sinto-me mal na presença de quem está de mal com a vida e não percebe isso. Os outros pedem ajuda. Destilam maledicência e infelicidade e não há mecanismo de defesa que resulte, nem o Feng Shui me safa. Só me resta a distância possível. Está explicada a minha ausência.
Nunca precisei de equilibrar os chacras, nem de fazer uma purificação da aura, embora já tenha feito uma leitura da aura. Mas, isso foi um acto de desespero.
Resumindo, e o que eu queria dizer quando comecei a escrever o post, é que existem pessoas que emanam más energias. Não sei se isto pode ser explicado por alguma filosofia oriental, mas eu sinto-me mal na presença de quem está de mal com a vida e não percebe isso. Os outros pedem ajuda. Destilam maledicência e infelicidade e não há mecanismo de defesa que resulte, nem o Feng Shui me safa. Só me resta a distância possível. Está explicada a minha ausência.
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24 de novembro de 2009
Tu: Infelizmente as pessoas não têm a cabeça formatada para estas novas metodologias.
Eu: Felizmente que não!
Tu: O que eu queria dizer é que as pessoas não estão habituadas a pensar…
Eu: Claro que estão. As pessoas pensam naquilo que precisam pensar e que lhes dá prazer.
Tu: Estás a perceber-me.
Eu: Não, não estou.
Tu: Estava a tentar dizer que as pessoas oferecem alguma resistência às novas formas de pensar e de fazer as coisas.
Eu: À mudança em geral.
Tu: Estavas a perceber…
Eu: Não estou, não. Não consigo fazer esse tipo de raciocínio linear…não estou formatada para pensar assim…
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20 de novembro de 2009

- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...
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19 de novembro de 2009
18 de novembro de 2009
Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutavelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller
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16 de novembro de 2009
13 de novembro de 2009
The 10 Coolest Foreign Words The English Language Needs
Desenrascanço (Portuguese)
Means:
To pull a MacGyver.
This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.
Means:
To pull a MacGyver.
This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.
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12 de novembro de 2009
9 de novembro de 2009
4 de novembro de 2009
Fábulas
Era uma vez uns sapos que resolveram fazer uma corrida.
O objectivo era atingir o cume de uma grande montanha. Havia no local uma multidão de animais a assistir. Muitos estavam ali para vibrar e torcer por eles. Outros para ver o “absurdo”.
Começou a competição.
Mas, como uma grande parte da multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto daquela montanha, o que mais se ouvia era: Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir... E os sapos começaram a desistir!... Alguns continuavam confiantes. E a multidão gritava: _ Loucos! Desistam enquanto é tempo, vocês vão morrer!
E alguns sapos começaram mesmo a desistir, um por um... Menos um. Um sapo continuava tranquilo, embora cada vez mais ofegante...Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, terminada a corrida, com um único sapinho vencedor, foram perguntar como ele tinha conseguido concluir a prova e qual não foi a surpresa quando conseguiram descobrir…
O sapo era surdo!
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3 de novembro de 2009
29 de outubro de 2009
O antes e o depois...
Vocês chegam ao pé dele, saltam para o colo e pedem para ele dizer que vos ama muito... se ele passar a mão pela cabeça e chamar chata e for carinhoso tudo bem... agora se ele ficar chateado, levantar-se e disser algo como estou farto sempre das mesmas perguntas, então meus amores, pensem bem...
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27 de outubro de 2009
"Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros."
José Luís Peixoto
Pensamento, depois de ver a Grande Reportagem da SIC “Eu e os meus irmãos”, sobre as crianças órfãs em Moçambique.
Quando lhes perguntam o que precisam, eles respondem: nada...
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21 de outubro de 2009
Toda a comunidade que me rodeia está preocupada com a minha magreza excessiva, principalmente a comunidade feminina.
Todos tecem comentários e explicações sobre o assunto, com excepção das mulheres giras e magras ...
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15 de outubro de 2009
People pleasure vs manipulação
Conheço algumas pessoas, chatas como o caraças, que não sabem como parar de ser para agradar às pessoas que estão à volta, tendem a assumir responsabilidades que não lhes pertencem, resolvem todos os problemas (dos outros, claro)... e até sentem culpa de ser assim.
Aí está o cerne da questão, sentem ou não sentem culpa? Eu acho que não, a maioria não. São apenas agradadores e isso é que me causa comichão vs pena... e uma vontade enorme de fazer e dizer "coisas".
No entanto, controlo-me, também tenho o meu lado de agradadora e de manipuladora.
Na realidade, a manipulação, se não for bem sucedida, faz tropeçar o manipulador. E há tombos que doem imenso. Tenho pena e prefiro assistir do que participar.
O meu conselho, para aprenderem a parar de viver a vida para agradar às outras pessoas, podem começar a olhar para a sua vida de uma forma menos objectiva, mais satisfatória e quem sabe até... se não estão bem, mudar de vida. Mas parem de chatear os outros...que coisa chata.You are a real crowd pleaser!
Na realidade, a manipulação, se não for bem sucedida, faz tropeçar o manipulador. E há tombos que doem imenso. Tenho pena e prefiro assistir do que participar.
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14 de outubro de 2009
Maitê Proença - O que eu gostava mesmo era ir viver pra Europa
O que eu gostava mesmo era ir viver para a Europa… é muito chique… fazer teatro, cinema e até quem sabe novelas…
Em Lisboa… o Mosteiro dos Jerónimos é Património da Humanidade, a Paisagem Cultural da Vila de Sintra também, a maioria dos rios desaguam no mar (outros não) … e até o meu avô era Português…
Maitê Proença, a próxima vez que vieres a Portugal, vais ter que deixar crescer o bigode como uma mulher de verdade!!
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18 de setembro de 2009
A certeza é inversamente proporcional ao conhecimento
O diálogo de dois psicanalistas:
"Já pensou sobre o facto de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que observamos um paciente e que fica mais difícil quanto mais o conhecemos?
Pergunte confidencialmente a qualquer terapeuta e eles lhe dirão o mesmo! Por outras palavras, a certeza é inversamente proporcional ao conhecimento. Bela ciência, hein?" Yalom
"Já pensou sobre o facto de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que observamos um paciente e que fica mais difícil quanto mais o conhecemos?
Pergunte confidencialmente a qualquer terapeuta e eles lhe dirão o mesmo! Por outras palavras, a certeza é inversamente proporcional ao conhecimento. Bela ciência, hein?" Yalom
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14 de setembro de 2009
Hoje entrei no MSN, coisa que já não fazia há uns dias. E o mais engraçado, para além da constatação que fazemos falta ;), é que todos tinham uma teoria sobre o meu desaparecimento com base nos meus últimos post´s no blog.
Opá, deixem-me em paz…ninguém acertou até porque a maioria das observações não passavam de pura projecção.
É por estas e por outras razões que, mesmo a arrastar-se, este blog sobrevive há 3 anos.
E, além do mais, confirmei a minha teoria que diz que todos lêem mas não deixam comentários…será porque eu controlo a publicação dos comentários e porque estes irão ficar registado depois do arrependimento!?…
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Passamos cerca de 8 horas por dia, 56 horas por semana, 224 horas por mês e 2688 horas por ano a dormir.
Isto quer dizer que dormimos 1/3 da nossa vida…restam 2/3 para ser feliz.
Eu como adoro dormir sou uma sortuda, fico com a vida toda para ser feliz. É isso que vou fazer agora, ser feliz!
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27 de agosto de 2009
Hoje, o meu biscoito da sorte disse-me que "é preciso ter mais do que boa memória para ter boas recordações" o que me fez automaticamente pensar...
...noutros processos cognitivos e afectivos presentes na construção da nossa memória e na forma de ver e viver.
...noutros processos cognitivos e afectivos presentes na construção da nossa memória e na forma de ver e viver.
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17 de agosto de 2009
11 de julho de 2009
Uma vez, numa conversa que já não consigo reproduzir, alguém me perguntou o que daria a um turista que estivesse em Lisboa e quisesse levar uma recordação do país.
Uma recordação original, que não passasse por postais do eléctrico 28 ou por artesanato das caldas…
A minha resposta, hoje, é: gravava-lhe uma cópia do filme Lisbon Story de Wim Wenders.
Acho que já falei do filme aqui. Hoje revi.
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29 de junho de 2009
Mudanças
Nos últimos dois anos, mudei de casa quatro vezes. É verdade, quatro vezes!
Embora seja uma das coisas que me causa mais stress (concluí isso hoje), posso afirmar que tem algumas vantagens.
Ver a nossa vida em malas de viagem, caixas de papelão e sacos de plástico, não é deveras agradável, mais que não seja pelo lado simbólico da coisa e também devido ao pó que carregamos connosco (para além de outras coisas vivas que podem aparecer no meio).
Mas, deixo de fora as coisas fúteis que nos habituamos a coleccionar e as novas tecnologias ajudam a ter sempre próximos aqueles que são importantes e que carregamos simbolicamente em números de telefone e endereços de e-mail!
Não fosse a máquina de lavar roupa, que tanto pesa e falta faz, poderia dizer que comigo só precisaria de levar o telemóvel e o portátil.
Fora os exageros, e embora não saiba explicar, tenho outras coisas que me acompanham e não deixam de ser muito importantes e que causam alguns transtornos na hora da mudança, como por exemplo, os livros que nunca li, os que li e todos os suportes de velas que me vão oferecendo ao longo destes anos e que não ficam bem em lado nenhum, entre outras coisas.
Mas, esse lado simbólico que já referi, nem sempre é mau. Mudar, pode causar um sentimento agradável.
Começar de novo, permite-nos só levar connosco aquilo que realmente interessa. Essa é a grande vantagem das minhas últimas mudanças, só levo comigo de volta o que realmente interessa e faz falta.
E, devo dizer, que cada vez carrego menos "coisas materiais" comigo.
Está quase a chegar a hora!
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15 de junho de 2009
Hoje, estou que nem posso…
Esta é a prova que, infelizmente e embora goste muito, nunca poderia viver num país tropical… assim como, descobri recentemente, que não consigo fazer natação numa piscina coberta...
Detesto o tempo húmido!
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7 de junho de 2009
O meu fim-de-semana não começou muito bem, espero que acabe melhor.
Na sexta-feira ao sair do trabalho, tinha um furo no pneu do carro. Nada que me tivesse espantado muito, até porque já tinha enchido aquele pneu mais que uma vez e porque sei por onde ando com o carro…
Posto isto, tinha que achar um homem. Não porque não saiba mudar um pneu, mas porque não me apetecia sujar as mãozinhas, uma vez que o meu pneu suplente estava estupidamente metido debaixo do carro.
É claro que os dois moços que prontamente me avisaram que tinha um pneu furado, desapareceram. Só sobrava o Sr. L que prontamente me ajudou, embora eu tenha percebido que ele nunca tinha mudado um pneu, foi um querido e ficou todo sujo.
O pneu suplente estava um pouco em baixo e eu na hora da decisão, vou à bomba ou entro na auto-estrada, decidi entrar na auto-estrada. Gaja que é gaja prefere chegar o mais depressa a casa. Pois, não foi bem o que me aconteceu. Acabei a minha sexta-feira, parada na auto-estrada, com um colete amarelo e com as mãozinhas sujas à espera do reboque.
Pude, durante este tempo, constatar algumas coisas que tinha como verdades. As mulheres, são um perigo com uma máquina na mão e os brasileiros são um povo muito mais solidário que os portugueses. Enquanto estava parada na auto-estrada, uma senhora parou o carro e desesperada perguntou se estava no sentido correcto para a ponte 25 de Abril e eu nem quero imaginar o que teria feito se eu tivesse dito que não. Também um simpático casal de brasileiros parou para me ajudar e chegaram a considerar a hipótese de me emprestar o pneu suplente, que infelizmente não era compatível.
De resto, cheguei a casa tardíssimo e concluí que da próxima vez que tiver um furo chamo logo a assistência em viagem, assim ninguém tem que sujar as mãos. E, também, que vou ter mais cuidado a estacionar o carro e a subir os passeios (esta prometi ao meu pai).
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2 de junho de 2009
Percebo que estou a envelhecer mal…
quando o meu irmão Pedro diz “anda jantar, mesmo que não vás sair a seguir”;
quando os cabelos brancos deixam de ser uma preocupação e tornam-se uma obsessão;
quando as crianças do meu bairro me tratam por você;
quando todas as especialidades médicas da clínica já me conhecem;
quando troquei o creme de prevenção de rugas pelo Active/Force/Plus/Expert anti-rugas;
quando acordo de manhã ao fim-de-semana;
quando troco uma noite no Lux pela festa dos anos 80 na Comuna.
Salva-me o bom humor, até porque está cientificamente provado que a velocidade com que se envelhece é directamente proporcional ao mau humor e ao stress.
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27 de maio de 2009
24 de maio de 2009
- Se eu pedisse para me impressionares, o que farias?
- Não fazia nada!
- Conseguiste.
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23 de maio de 2009
19 de maio de 2009
É tão difícil decidir entre o que desejamos e não podemos e o que podemos e não desejamos!?
Não desejamos coisas fáceis. Mas, quando não podemos, sonhamos. Nos sonhos não há diferença entre o querer e o poder.
O meu sonho é, realmente, o meu desejo.
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17 de maio de 2009
13 de maio de 2009
Hoje estou assim...
A vida não se conta pela quantidade de vezes que respiramos, mas sim pelas vezes que ficámos sem respiração…
http://www.flickr.com/people/nailuj/
A culpa é dos milhares de e-mail chatos que recebo por dia e que hoje decidi abrir :)
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7 de maio de 2009
"Nós falhamos. Todos falhamos. E, geralmente, as nossas falhas dizem mais de nós do que os nossos sucessos.
Mas, nós escondemos as nossas falhas, temos vergonha delas e às vezes simplesmente negamo-las totalmente."
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27 de abril de 2009
Ainda sobre a temática das incompatibilidades...
Descobri recentemente que o meu cartão Visa Electron, embora também seja verde, não serve para picar o ponto no meu local de trabalho e, inexplicavelmente, também não serve para levantar a cancela da Via Card...
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20 de abril de 2009
Incompatibilidades
- Olha, não vai dar mais….há uma incompatibilidade nas nossas fases de desenvolvimento psicossocial… - Hum…estás a falar de quê? - De Erikson… é que estou na fase de Intimidade x Isolamento e tu estás numa fase de desenvolvimento diferente, Autonomia x Vergonha e Dúvida, percebes? - Mas estás a falar de nós? - Estou. - Yha… o problema não é teu, o problema é dessas merdas que andas a ler… - …
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19 de abril de 2009
"Abril molhado, ano abastado"
Está um dia de chuva e esteve uma noite pior ainda...fica a esperança que o ditado se cumpra.
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