27 de fevereiro de 2010

Este é um pedido sincero. São Pedro, Poseidon, Neptuno, Tam Kung, Shenlong, Tlaloc, Chaac, Tor, Frey, façam alguma coisa! Para o bem de todos. E para meu bem. Não aguento mais esta paisagem.

26 de fevereiro de 2010

Sugestão

Rei Édipo
Versão e encenação Jorge Silva Melo
Teatro Nacional D. Maria II
Sala Garrett
18 de Fev. a 28 de Mar 2010


Esperei com as portas escancaradas. Agora fechei todas as portas e abri todas as janelas, na esperança que tudo pode acontecer...

24 de fevereiro de 2010

Desejos


23 de fevereiro de 2010

Extrapolei

                                                                                                     flickr
Se eu te acordar a meio da noite, é porque o desejo e a vontade não têm hora marcada.

Há algo de contraditório em tudo isto

Pára tudo, que eu preciso de ajuda. Este mês é o mais pequeno do ano. E, não consigo explicar porque demorou tanto a passar. O mês tem 28 dias, 3 consagrados a férias e 8 de descanso. E, ainda faltam 5 dias para acabar. Não foi excesso de dias de trabalho. Será excesso de tempo livre? E se um dia tivesse 12 horas, faria tudo o que faço em 24 horas mas mais rápido? Ou tinha que viver o dobro dos dias, para conseguir fazer tudo aquilo a que me proponho? Estranha forma de viver o tempo.

20 de fevereiro de 2010

Plataforma Cidadania e Casamento

Hoje, enquanto estava parada nos sinais luminosos do Marquês de Pombal à espera que passassem os manifestantes pela defesa dos direitos do casamento entre homem e mulher e da família, da Plataforma Cidadania e Casamento, vieram-me à cabeça alguns pensamentos e imagens recorrentes como, "tão jovens e já com tantas preocupações…", "quem desdenha quer comprar", "get a life", "escolheram o Marquês de Pombal porque fica perto do Parque Eduardo VII" ... e, algumas cenas de vários filmes do Pedro Almodóvar.



Também me lembrei deste filme, mas foi por outros motivos.

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.

A tua vida não gira à minha volta? Não estou a perceber.
Acho que fazemos esta pergunta vezes sem conta, seja em relação aos amigos, seja em relação à cara-metade, aos filhos, aos pais, seja em relação a qualquer um que nos rodeia. Há um certo momento na vida, esplendoroso, que percebemos que a vida dos outros não gira à nossa volta. Um momento de libertação dizem uns, um momento de sofrimento dizem outros.
Cada um arranja a sua estratégia para lidar com a situação. Eu arranjei um cão.

19 de fevereiro de 2010

Imaginar

Não há nada que me dê mais prazer do que planear uma viagem. A maioria das que planeei não se concretizaram, é certo. No entanto, agrada-me a fantasia, gosto de imaginar. Escolher o destino, escolher a forma de lá chegar e recolher informação sobre tudo o que é possível ver e fazer. Seja num destino longe ou perto. Passo o meu tempo nesta árdua tarefa, a imaginar.
E, num momento, descubro que é na viagem mais comum, na que não planeei, na viagem que não consegui imaginar, que encontro o melhor destino. Inesperadamente.

17 de fevereiro de 2010

" ... as mulheres estão presas às estrelas por fios invisíveis ... A lua atrai as marés e faz com que as plantas se abram em flor. Essa mesma energia atravessa as mulheres. Harmonizadas com os astros, ainda que não o saibam, todas as mulheres têm vocação para o infinito. Os homens, pelo contrário, estão soltos no universo como gravetos num rio. Só as mulheres podem salvar os homens de se perderem no caos ... "

José Eduardo Agualusa in "Barroco Tropical"

13 de fevereiro de 2010

Eu sou preconceituosa

É verdade, eu sou preconceituosa, descobri isso há pouco tempo. Custa admitir, mas não tenho grandes hipóteses. Baseada em alguns estereótipos, fundamentados não sei em quê, onde, nem quando, generalizei. Uma espécie de economia mental, que também é necessária. Em vez de pensar “deixa lá interagir com este indivíduo para ver como é que é” preferia “são todos iguais”. O que me facilitava o pensamento, que preciso de usar para outras coisas e também poupá-lo um bocadinho para uma situação de urgência. Numa situação de urgência e recorrendo ao que me resta de inteligência concluí “somos todos muito parecidos”.
Nunca tive tendência para julgar ou catalogar as pessoas à primeira impressão, valha-me isso. Logo, nunca cometi muitos erros de julgamento. Claro que há empatia ou não, mas nunca deixei que isso inibisse a descoberta de alguém.
Até poderia tentar tecer aqui um comentário sobre o que nos faz simpatizar ou não com uma pessoa quando a conhecemos, mas seria uma perda de tempo pois acredito que não existe uma razão. Será, provavelmente, uma espécie de Lei da Empatia, que terá na sua base outras tantas leis da Química, Física e outras ciências.
Mas existem outros factores mais concretos, que não são necessariamente vistos como pejorativos e que influenciam essa atracção, são os outros preconceitos. A forma como alguém se veste, as músicas que ouve, os sítios que frequenta, onde trabalha. Todos estes factores influenciam, são mais ou menos comuns, e estão presentes no círculo de pessoas que nos rodeia. Não é necessariamente mau, de uma forma geral as pessoas unem-se pelas semelhanças. Mas, bom mesmo é descobrir as diferenças. E eu, assumidamente preconceituosa, adoro descobrir pessoas diferentes.

12 de fevereiro de 2010

Sobre nós

 Há o nó na garganta.
Há o nó no estômago.
E, há o nó direito.
Serve para unir 2 cabos de diâmetro igual, mas eu utilizo-o em todas as circunstâncias. Recomendo.

10 de fevereiro de 2010

Certos percursos têm algo de redentor.
Eu sei que não estamos na Páscoa, mas adianto-me.

7 de fevereiro de 2010

Sim, na História da Humanidade.

Costuma-se dizer que o que se passa na nossa casa reflecte-se no mundo em que vivemos. Se todos fizéssemos a nossa parte, o mundo seria um lugar mais agradável. Mas, acho que neste momento, sinto as coisas um pouco ao contrário, o que se passa no mundo reflecte-se na nossa casa. Só assim consigo explicar o caos que vai por aqui. É verdade que as nossas pequenas acções podem ter repercussões em tudo o que se passa à nossa volta e, sim, tenho só para mim o desejo secreto de ficar na história. Sim, na História da Humanidade.

2 de fevereiro de 2010

De novo, sobre o envelhecer, para a Fábrica de Letras.

- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos. Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.
- ...

Escárnio e mal dizer

Porque também tenho a minha vertente de escárnio e mal dizer, hoje apetece-se falar mal do filme Avatar. Fiquei movida por um sentimento que não sei explicar, depois de ter ido ver o filme Avatar, acho que foi de tédio. E, já passou algum tempo. Mas o tempo pode ter este efeito, em vez de apaziguar, realçar o descontentamento. Até porque, já passou algum tempo e a azáfama continua. Diga-se de passagem, que o filme podia ter sido feito com uma duração de 1h.30m que ninguém ia estranhar. Não fiquei muito surpreendida com a história, embora estivesse à espera de um naufrágio a 3D, pelo menos a história de amor estava lá. Confesso que não vi o primeiro naufrágio, daí a esperança de ver agora. Saí do cinema a pensar, qual teria sido a parte em que adormeci. Foi, de certeza, na parte mais importante, aquela que me faria encantar. Mas fui, contribuí para que se torne o filme mais visto. Deu para relembrar que nada mudou. Quanto mais pessoas juntas numa sala, maior a quantidade de aberrações dignas de um filme de terror a 3D. Detesto o cinema cheio de gente, que falam durante o filme e que, sim aconteceu ao meu lado, atendem o telemóvel. Pois, está visto que não estava no espírito da coisa. No entanto, tenho que realçar que os óculos eram giros, cheios de estilo, parecíamos todos pseudo-intelectuais a apreciar arte. No meu caso, não a quatro olhos, mas a seis. Mas fiquei a pensar, se tivesse que descer à terra encarnada num avatar qual seria a forma ideal.

1 de fevereiro de 2010

"O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página."
                                                                                                     Agostinho de Hipona

28 de janeiro de 2010

Empatia, ou não

O diálogo (monólogo) feliz, para a certeza da incompreensão.
- Eu também já fui assim, por isso sei como é que é.
- A mim também já me aconteceu, por isso sei como é que é.
- Eu também já fui, por isso sei como é que é.
- Eu também já fiz, por isso sei como é que é.
- Eu também já vi, por isso sei como é que é.

26 de janeiro de 2010

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Hoje, deu-me para implicar com ditados e provérbios populares. Eu, que até costumo ser admiradora e utilizá-los nas melhores circunstâncias. Não falo muito, porque acho que para bom entendedor meia palavra basta. Errado. Deus só te dá aquilo que consegues carregar. Pois, pois, fia-te na virgem e não corras e acabas com um problema na coluna. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Não me parece nada verdade, passo o dia com pessoas que não escolhi, saio com amigos que resolvem trazer os amigos, trabalho para pessoas que não posso seleccionar, vou ao café e têm uma empregada nova e quando quero ficar sozinha e sossegadita toca o telefone e é a Sílvia da tmn. No entanto, como vozes de burro não chegam ao céu, posso dizer o que me apetece sem medo das consequências de que quem diz o que quer, ouve o que não quer. Mas, como quem tem cu tem medo, é melhor ter atenção. E, quem não arrisca não petisca, ai Amor a quanto obrigas. E porque me apetecia um vinho tinto, não poderia deixar de referir que para uma boa colheita, poda-me em Janeiro, empa-me em Fevereiro, cava-me em Março, em Abril deixa-me dormir, em Maio dá-me um arrendasso e depois verás o que eu faço. Como ano novo vida nova e, é melhor o ano tardio que o vazio e nada tem quem nada lhe basta, vou pôr-me a mexer porque quem muito fala pouco acerta. Mas, vou na esperança de que, quem espera sempre alcança.

23 de janeiro de 2010

Admirável mundo novo

Chega a uma altura em que iniciamos uma viagem de encontro aos nossos pensamentos. Nesse dia afundamo-nos na vida, no momento presente, no aqui e agora, na oportunidade única, que não se repete. Os momentos não se repetem. O aqui e agora acontece em qualquer lado. Não há tempo para descansar, o dia e a noite desaparecem, perduram apenas num perfume que se dispersa. Num momento tudo muda, para sempre. Sempre que procuramos coisas novas, desconhecidas, de uma forma confiante e também vulnerável, a vida torna-se na maior aventura. Eu gosto de aventuras. Parece-me que afinal os sonhos não são desejos recalcados. Se fossem, eu não andaria a sonhar com tamanhos despropósitos. É que no admirável mundo novo nós só teríamos duas hipóteses, neste temos mais. Temos tantas hipóteses que nos damos ao luxo de experimentar várias delas. Quais regras ou valores sociais.
Assim, depois de ter escrito uma sucessão de coisas que ninguém percebe, o que eu queria mesmo dizer é que a procura da Felicidade Máxima vai-se encontrando nos pequenos momentos. E, que, a única forma de compreender isso será com o coração e jamais com a razão em palavras ditas ou escritas.

22 de janeiro de 2010

acreditar

Recebi um e-mail daqueles parvos, que nunca reencaminho. Mas, a verdade é que, fez-me pensar. Não acredito na sorte, em acasos, coincidências ou destino, mas a pior coisa que já me disseram um dia foi “Tu, dás-me azar”. Não dá para explicar tamanha sensação de desencanto. Não consigo não acreditar, até porque já me disseram “Tu, dás-me sorte” e eu acreditei.

15 de janeiro de 2010

desejo

Acabadas as reflexões críticas, e as críticas relativamente às reflexões, deste ano que passou e sobre este ano que já teimou em começar, apetece-me não fazer absolutamente nada até meados de Julho, altura em que pretendo iniciar a preparação para as merecidas férias. Não é que eu seja supersticiosa mas, como hoje é sexta-feira dia 15 e não 13, pode ser que tenha sorte e que este meu desejo se concretize.

8 de janeiro de 2010

6 de janeiro de 2010

Um Ano é, aproximadamente, o tempo em que a Terra demora a dar uma volta completa à volta do sol

Sugeriram-me (obrigaram-me a) fazer uma reflexão crítica sobre 35 horas da minha vida, das quais 1% foram passadas a ouvir alguém falar, 1% a desenvolver trabalho e 98% a sonhar. É-me muito difícil partilhar com os outros (estranhos) os meus sonhos, até porque não partilho sonhos nem com conhecidos, muito menos com estranhos. Assim, decidi reflectir sobre os 2% que me pareceram adequados. Pasmem-se. Escrevi três páginas A4.

Não sou muito boa a matemática. Senão, fazia uma estimativa de quantas páginas poderia escrever se decidisse escrever sobre 100% da minha vida, ou mesmo, só sobre o importante. No entanto, sem grande preciosismo, consigo dizer que já vivi perto de 289271, 82141 horas.

5 de janeiro de 2010

4 de janeiro de 2010

26 de dezembro de 2009

Acabou o Natal

Agora que já passou o Natal, venha a passagem de ano. Já de há alguns anos para cá que não ligo às superstições da passagem de ano.
Confesso que devo ter mais de 34 cuecas azuis por estrear, que a minha mãe teima em comprar.
No entanto, no ano passado comi 12 passas em cima de uma cadeira, mas acho que já passava um pouco da meia-noite e também já não sabia contar muito bem, por isso se calhar os resultados vêem-se mais tarde.

Começa a contagem.

P.S. A moça da foto não sou eu, mas podia ser porque tenho umas parecidas...

23 de dezembro de 2009

Feliz Natal


O espírito natalício chegou ao blogger e até na verificação de palavras são todas alusivas à época natalícia…

Feliz Natal!

Feliz Natal

14 de dezembro de 2009


A perda do significado ou a cura pela palavra...



13 de dezembro de 2009

Paz


Do discurso de agradecimento, destaco:
“… acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz…” Barack Obama

10 de dezembro de 2009

O espaço e o tempo


"Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então, quando enfim superarmos o espaço e o tempo teremos destruído a nossa própria irmandade!
Se superarmos o espaço, restar-nos-á apenas um aqui. Se superarmos o tempo, restar-nos-á apenas um agora.
Entre o aqui e o agora, não acreditas que poderemos voltar a nos ver umas quantas
vezes? "
ai o tempo, sempre o tempo...

Do you ever think of me?

3 de dezembro de 2009

1 de dezembro de 2009

30 de novembro de 2009

Amor

Amor. Amor. Amor. Hoje apetece-me escrever sobre o Amor.
Onde o Word não chega… Hábito – costume, uso, rotina, etc. Habito – estou, moro, resido, vivo, etc.

26 de novembro de 2009

Energia Positiva

Nunca fui muito na onda das boas energias e essas coisas mais alternativas. Não tenho nada contra, mas a verdade é que não sou muito de seguir modas e essas religiões meio filosofias meio descompensação neurótica alternativa não fazem bem o meu género. Principalmente quando se mistura tudo numa vida só.
A mim, ecletismo nesta área, soa-me mais a falta de conhecimento. Acho que a palavra alternativa está mal empregue.
No entanto, admito, que eu própria tenho um buda e umas coisitas indianas lá em casa e estou a pensar adquirir uma flor que atrai as energias negativas que vi na casa de uma amiga e ficava mesmo bem na minha sala.
Nunca precisei de equilibrar os chacras, nem de fazer uma purificação da aura, embora já tenha feito uma leitura da aura. Mas, isso foi um acto de desespero.
Resumindo, e o que eu queria dizer quando comecei a escrever o post, é que existem pessoas que emanam más energias. Não sei se isto pode ser explicado por alguma filosofia oriental, mas eu sinto-me mal na presença de quem está de mal com a vida e não percebe isso. Os outros pedem ajuda. Destilam maledicência e infelicidade e não há mecanismo de defesa que resulte, nem o Feng Shui me safa. Só me resta a distância possível. Está explicada a minha ausência.

24 de novembro de 2009

Tu: Infelizmente as pessoas não têm a cabeça formatada para estas novas metodologias. Eu: Felizmente que não! Tu: O que eu queria dizer é que as pessoas não estão habituadas a pensar… Eu: Claro que estão. As pessoas pensam naquilo que precisam pensar e que lhes dá prazer. Tu: Estás a perceber-me. Eu: Não, não estou. Tu: Estava a tentar dizer que as pessoas oferecem alguma resistência às novas formas de pensar e de fazer as coisas. Eu: À mudança em geral. Tu: Estavas a perceber… Eu: Não estou, não. Não consigo fazer esse tipo de raciocínio linear…não estou formatada para pensar assim…

20 de novembro de 2009











- Posso contar-te uma paranóia minha?
- Podes.
- Tenho esta paranóia desde aí os meus 6 anos.
- Desde que tens memória!?
- Sabes, sempre quis aproveitar a vida ao máximo, todos os minutos do dia. Achava que dormir era um desperdício, tinha que aproveitar tudo, a noite não servia para nada. Acordava cedo, para poder aproveitar tudo. Sentia todas as doenças que as pessoas à minha volta tinham. Tinha medo de não chegar aos 15 anos.
Sabes, tinha medo de morrer.
- E agora, ainda tens?
- Agora já passei dos 50 e ainda tenho.

- ...

19 de novembro de 2009

18 de novembro de 2009

Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutavelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller

16 de novembro de 2009

É só pra avisar que faltam 45 dias para 2010.

13 de novembro de 2009

The 10 Coolest Foreign Words The English Language Needs

Desenrascanço (Portuguese)
Means:
To pull a MacGyver.

This is the art of slapping together a solution to a problem at the last minute, with no advanced planning, and no resources. It's the coat hanger you use to fish your car keys out of the toilet, the emergency mustache you hastily construct out of pubic hair.
What's interesting about desenrascano (literally "to disentangle" yourself out of a bad situation), the Portuguese word for these last-minute solutions, is what is says about their culture.
Where most of us were taught the Boy Scout slogan "be prepared," and are constantly hassled if we don't plan every little thing ahead, the Portuguese value just the opposite.
Coming up with frantic, last-minute improvisations that somehow work is considered one of the most valued skills there; they even teach it in universities, and in the armed forces. They believe this ability to slap together haphazard solutions has been key to their survival over the centuries.
Don't laugh. At one time they managed to build an empire stretching from Brazil to the Philippines this way.
Fuck preparation. They have desenrascanço.

12 de novembro de 2009

9 de novembro de 2009

4 de novembro de 2009

Fábulas

Era uma vez uns sapos que resolveram fazer uma corrida. O objectivo era atingir o cume de uma grande montanha. Havia no local uma multidão de animais a assistir. Muitos estavam ali para vibrar e torcer por eles. Outros para ver o “absurdo”. Começou a competição. Mas, como uma grande parte da multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto daquela montanha, o que mais se ouvia era: Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir... E os sapos começaram a desistir!... Alguns continuavam confiantes. E a multidão gritava: _ Loucos! Desistam enquanto é tempo, vocês vão morrer! E alguns sapos começaram mesmo a desistir, um por um... Menos um. Um sapo continuava tranquilo, embora cada vez mais ofegante...Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, terminada a corrida, com um único sapinho vencedor, foram perguntar como ele tinha conseguido concluir a prova e qual não foi a surpresa quando conseguiram descobrir… O sapo era surdo!

3 de novembro de 2009

29 de outubro de 2009

O antes e o depois...

Vocês chegam ao pé dele, saltam para o colo e pedem para ele dizer que vos ama muito... se ele passar a mão pela cabeça e chamar chata e for carinhoso tudo bem... agora se ele ficar chateado, levantar-se e disser algo como estou farto sempre das mesmas perguntas, então meus amores, pensem bem...

27 de outubro de 2009

"Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros." José Luís Peixoto Pensamento, depois de ver a Grande Reportagem da SIC “Eu e os meus irmãos”, sobre as crianças órfãs em Moçambique. Quando lhes perguntam o que precisam, eles respondem: nada...

21 de outubro de 2009

Toda a comunidade que me rodeia está preocupada com a minha magreza excessiva, principalmente a comunidade feminina.
Todos tecem comentários e explicações sobre o assunto, com excepção das mulheres giras e magras ...

15 de outubro de 2009


People pleasure vs manipulação

Conheço algumas pessoas, chatas como o caraças, que não sabem como parar de ser para agradar às pessoas que estão à volta, tendem a assumir responsabilidades que não lhes pertencem, resolvem todos os problemas (dos outros, claro)... e até sentem culpa de ser assim.
Aí está o cerne da questão, sentem ou não sentem culpa? Eu acho que não, a maioria não. São apenas agradadores e isso é que me causa comichão vs pena... e uma vontade enorme de fazer e dizer "coisas".

No entanto, controlo-me, também tenho o meu lado de agradadora e de manipuladora.
Na realidade, a manipulação, se não for bem sucedida, faz tropeçar o manipulador. E há tombos que doem imenso. Tenho pena e prefiro assistir do que participar.
O meu conselho, para aprenderem a parar de viver a vida para agradar às outras pessoas, podem começar a olhar para a sua vida de uma forma menos objectiva, mais satisfatória e quem sabe até... se não estão bem, mudar de vida. Mas parem de chatear os outros...que coisa chata.You are a real crowd pleaser!

14 de outubro de 2009

Maitê Proença - O que eu gostava mesmo era ir viver pra Europa

O que eu gostava mesmo era ir viver para a Europa… é muito chique… fazer teatro, cinema e até quem sabe novelas… Em Lisboa… o Mosteiro dos Jerónimos é Património da Humanidade, a Paisagem Cultural da Vila de Sintra também, a maioria dos rios desaguam no mar (outros não) … e até o meu avô era Português…
Maitê Proença, a próxima vez que vieres a Portugal, vais ter que deixar crescer o bigode como uma mulher de verdade!!

18 de setembro de 2009

A certeza é inversamente proporcional ao conhecimento

O diálogo de dois psicanalistas:

"Já pensou sobre o facto de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que observamos um paciente e que fica mais difícil quanto mais o conhecemos?
Pergunte confidencialmente a qualquer terapeuta e eles lhe dirão o mesmo! Por outras palavras, a certeza é inversamente proporcional ao conhecimento. Bela ciência, hein?" Yalom

14 de setembro de 2009

Hoje entrei no MSN, coisa que já não fazia há uns dias. E o mais engraçado, para além da constatação que fazemos falta ;), é que todos tinham uma teoria sobre o meu desaparecimento com base nos meus últimos post´s no blog. Opá, deixem-me em paz…ninguém acertou até porque a maioria das observações não passavam de pura projecção. É por estas e por outras razões que, mesmo a arrastar-se, este blog sobrevive há 3 anos. E, além do mais, confirmei a minha teoria que diz que todos lêem mas não deixam comentários…será porque eu controlo a publicação dos comentários e porque estes irão ficar registado depois do arrependimento!?…
Passamos cerca de 8 horas por dia, 56 horas por semana, 224 horas por mês e 2688 horas por ano a dormir. Isto quer dizer que dormimos 1/3 da nossa vida…restam 2/3 para ser feliz. Eu como adoro dormir sou uma sortuda, fico com a vida toda para ser feliz. É isso que vou fazer agora, ser feliz!

27 de agosto de 2009

Hoje, o meu biscoito da sorte disse-me que "é preciso ter mais do que boa memória para ter boas recordações" o que me fez automaticamente pensar... ...noutros processos cognitivos e afectivos presentes na construção da nossa memória e na forma de ver e viver.

17 de agosto de 2009

11 de julho de 2009

Uma vez, numa conversa que já não consigo reproduzir, alguém me perguntou o que daria a um turista que estivesse em Lisboa e quisesse levar uma recordação do país. Uma recordação original, que não passasse por postais do eléctrico 28 ou por artesanato das caldas… A minha resposta, hoje, é: gravava-lhe uma cópia do filme Lisbon Story de Wim Wenders. Acho que já falei do filme aqui. Hoje revi.

29 de junho de 2009

Mudanças

Nos últimos dois anos, mudei de casa quatro vezes. É verdade, quatro vezes!
Embora seja uma das coisas que me causa mais stress (concluí isso hoje), posso afirmar que tem algumas vantagens.
Ver a nossa vida em malas de viagem, caixas de papelão e sacos de plástico, não é deveras agradável, mais que não seja pelo lado simbólico da coisa e também devido ao pó que carregamos connosco (para além de outras coisas vivas que podem aparecer no meio).
Mas, deixo de fora as coisas fúteis que nos habituamos a coleccionar e as novas tecnologias ajudam a ter sempre próximos aqueles que são importantes e que carregamos simbolicamente em números de telefone e endereços de e-mail!
Não fosse a máquina de lavar roupa, que tanto pesa e falta faz, poderia dizer que comigo só precisaria de levar o telemóvel e o portátil.
Fora os exageros, e embora não saiba explicar, tenho outras coisas que me acompanham e não deixam de ser muito importantes e que causam alguns transtornos na hora da mudança, como por exemplo, os livros que nunca li, os que li e todos os suportes de velas que me vão oferecendo ao longo destes anos e que não ficam bem em lado nenhum, entre outras coisas.
Mas, esse lado simbólico que já referi, nem sempre é mau. Mudar, pode causar um sentimento agradável.
Começar de novo, permite-nos só levar connosco aquilo que realmente interessa. Essa é a grande vantagem das minhas últimas mudanças, só levo comigo de volta o que realmente interessa e faz falta.
E, devo dizer, que cada vez carrego menos "coisas materiais" comigo.
Está quase a chegar a hora!

15 de junho de 2009

Hoje, estou que nem posso… Esta é a prova que, infelizmente e embora goste muito, nunca poderia viver num país tropical… assim como, descobri recentemente, que não consigo fazer natação numa piscina coberta... Detesto o tempo húmido!

7 de junho de 2009

O meu fim-de-semana não começou muito bem, espero que acabe melhor.
Na sexta-feira ao sair do trabalho, tinha um furo no pneu do carro. Nada que me tivesse espantado muito, até porque já tinha enchido aquele pneu mais que uma vez e porque sei por onde ando com o carro…
Posto isto, tinha que achar um homem. Não porque não saiba mudar um pneu, mas porque não me apetecia sujar as mãozinhas, uma vez que o meu pneu suplente estava estupidamente metido debaixo do carro. É claro que os dois moços que prontamente me avisaram que tinha um pneu furado, desapareceram. Só sobrava o Sr. L que prontamente me ajudou, embora eu tenha percebido que ele nunca tinha mudado um pneu, foi um querido e ficou todo sujo.
O pneu suplente estava um pouco em baixo e eu na hora da decisão, vou à bomba ou entro na auto-estrada, decidi entrar na auto-estrada. Gaja que é gaja prefere chegar o mais depressa a casa. Pois, não foi bem o que me aconteceu. Acabei a minha sexta-feira, parada na auto-estrada, com um colete amarelo e com as mãozinhas sujas à espera do reboque.
Pude, durante este tempo, constatar algumas coisas que tinha como verdades. As mulheres, são um perigo com uma máquina na mão e os brasileiros são um povo muito mais solidário que os portugueses. Enquanto estava parada na auto-estrada, uma senhora parou o carro e desesperada perguntou se estava no sentido correcto para a ponte 25 de Abril e eu nem quero imaginar o que teria feito se eu tivesse dito que não. Também um simpático casal de brasileiros parou para me ajudar e chegaram a considerar a hipótese de me emprestar o pneu suplente, que infelizmente não era compatível.
De resto, cheguei a casa tardíssimo e concluí que da próxima vez que tiver um furo chamo logo a assistência em viagem, assim ninguém tem que sujar as mãos. E, também, que vou ter mais cuidado a estacionar o carro e a subir os passeios (esta prometi ao meu pai).

2 de junho de 2009

Percebo que estou a envelhecer mal… quando o meu irmão Pedro diz “anda jantar, mesmo que não vás sair a seguir”; quando os cabelos brancos deixam de ser uma preocupação e tornam-se uma obsessão; quando as crianças do meu bairro me tratam por você; quando todas as especialidades médicas da clínica já me conhecem; quando troquei o creme de prevenção de rugas pelo Active/Force/Plus/Expert anti-rugas; quando acordo de manhã ao fim-de-semana; quando troco uma noite no Lux pela festa dos anos 80 na Comuna.
Salva-me o bom humor, até porque está cientificamente provado que a velocidade com que se envelhece é directamente proporcional ao mau humor e ao stress.

27 de maio de 2009

24 de maio de 2009

- Se eu pedisse para me impressionares, o que farias? - Não fazia nada! - Conseguiste.

23 de maio de 2009

19 de maio de 2009

É tão difícil decidir entre o que desejamos e não podemos e o que podemos e não desejamos!? Não desejamos coisas fáceis. Mas, quando não podemos, sonhamos. Nos sonhos não há diferença entre o querer e o poder.
O meu sonho é, realmente, o meu desejo.

17 de maio de 2009

Domingo...

13 de maio de 2009

Hoje estou assim...

A vida não se conta pela quantidade de vezes que respiramos, mas sim pelas vezes que ficámos sem respiração…

http://www.flickr.com/people/nailuj/ A culpa é dos milhares de e-mail chatos que recebo por dia e que hoje decidi abrir :)

7 de maio de 2009

"Nós falhamos. Todos falhamos. E, geralmente, as nossas falhas dizem mais de nós do que os nossos sucessos. Mas, nós escondemos as nossas falhas, temos vergonha delas e às vezes simplesmente negamo-las totalmente."

27 de abril de 2009

Ainda sobre a temática das incompatibilidades...
Descobri recentemente que o meu cartão Visa Electron, embora também seja verde, não serve para picar o ponto no meu local de trabalho e, inexplicavelmente, também não serve para levantar a cancela da Via Card...

20 de abril de 2009

Incompatibilidades

- Olha, não vai dar mais….há uma incompatibilidade nas nossas fases de desenvolvimento psicossocial… - Hum…estás a falar de quê? - De Erikson… é que estou na fase de Intimidade x Isolamento e tu estás numa fase de desenvolvimento diferente, Autonomia x Vergonha e Dúvida, percebes? - Mas estás a falar de nós? - Estou. - Yha… o problema não é teu, o problema é dessas merdas que andas a ler… - …

18 de abril de 2009

Desconhecido procura-se

porque sou uma romântica inveterada...aqui fica a minha contribuição.

Boa sorte Leonor!

17 de abril de 2009

"Todas as pessoas têm um papel na sua comunidade, ouvir as suas histórias é uma forma de promover a integração pessoal e social, é uma forma de promover a identidade e memória colectiva."

15 de abril de 2009

Já tive o muito e já tive o pouco,
já tive o bom e já tive o mau e,
sei que não quero o mais ou menos

14 de abril de 2009

7 de abril de 2009

Na continuação da temática anterior e contrariando o que por aqui já escrevi, é claro que há coincidências. Não posso acreditar que certas coisas que me acontecem sejam movidas de algum significado, são apenas "Simultaneidade de diversos acontecimentos".
Ou melhor, simultaneidade acidental....
É verdade, mudo de conceitos quando bem me apetece...

5 de abril de 2009

Hoje, lembrei-me de uma frase que aparece pela net que diz que há pessoas que passam na nossa vida…pessoas que ficam, que vão, que vêm…e não consigo deixar de pensar que há pessoas que são uma seca. É verdade, há pessoas com quem não consigo conversar, nem de futilidades…mas que ficam, que insistem em estar presentes, imperturbáveis ao meu silêncio. Devem ter uma função na minha vida, só não consigo perceber qual.

3 de abril de 2009

29 de março de 2009

25 de março de 2009

"Como será que faz amor quem não gosta de poesia?
Quão frios serão seus gestos ao tocar o corpo amado?
Que palavras secas dirá talvez ao declarar suas paixões?
Como falará da lua?
Como será que beija flores?
Com quanta suavidade riscará o fósforo para acender a vela?
Com que candura entornará o vinho para encher a taça?
Como será que faz amor quem não gosta de poesia?"
Edson Marques

23 de março de 2009

22 de março de 2009

Efeito secundário (lado B) "O acto simples de estender a mão na luz e tocar-te irá coincidir com os meus dedos a transformarem-se em cores, nuvens de pó lançadas no ar. Esse será o primeiro efeito da magia. Chamar-lhe-emos magia por causa das crianças, mas saberemos que, em rigor, será apenas uma ilusão. Talvez seja nesse instante que os lábios começarão a fazer o playback de todo o silêncio, como um beijo antigo, gravado noutro disco. O efeito secundário dessa fotografia, desse postal, desse pôr-do-sol, será um bombardeamento de planos para o futuro, filhos em projecto, iremos escolher mil nomes para menino, mil nomes para menina, iremos perder tempo a pensar nos nomes que daríamos se fôssemos ingleses, americanos, e falássemos em inglês, americano, como as pessoas felizes e garridas dos filmes de domingo à tarde no primeiro canal, ou franceses e chatos, como as pessoas tristes dos filmes de segunda-feira à noite no segundo canal. O primeiro efeito desse instante será um ardor à volta dos lábios ou a repetição da guerra do Vietname, da mesma maneira que um ciclone na China faz uma borboleta bater as asas e pousar-me involuntária entre os olhos, asas como óculos de cor, nuvens de pó lançadas no ar, ou como esperança apregoada nas ruas por multidões indecisas, confusas, incertas, frágeis, feitas de homens humanos, mulheres humanas e crianças-crianças, futuros homens e futuras mulheres, prontos a repetirem todas as nossas dúvidas e todas as vezes que olhámos o horizonte. E talvez o seu melhor momento seja um espelho estragado, um penteado definitivo ou a constatação humilde de não serem mágicos, mas ilusionistas, donos de um espectáculo honesto, como nós agora a sermos o efeito principal e secundário de tudo o que chega a nós, de tudo o que parte de nós, de tudo o que nos ignora, nos transcende e nos lança pela eternidade a partir do instante simples em que estendo a mão na luz e, simples, te toco." José Luís Peixoto

19 de março de 2009

"Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade ."

9 de março de 2009

Chama-se vida e ninguém disse que era fácil. Tenho medo de terminar, por isso nem chego a começar. “Arriscar é perder o pé por algum tempo. Não arriscar é perder a vida.”

22 de fevereiro de 2009

O xadrez imita a vida e a vida é um campo de batalha...descobri este provérbio que resume a minha visão sobre o assunto: "Depois de um jogo de xadrez, o rei e a rainha acabam fechados na mesma caixa do que o roque e o peão" Embora saiba as regras, nunca aprendi a jogar a jogar xadrez.

18 de fevereiro de 2009

Procuro...

Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar; Coragem para modificar aquelas que posso; Sabedoria para distinguir umas das outras.

17 de fevereiro de 2009

Comprei uma agenda 2009, já é um ritual. E, cada ano que passa eu fico mais exigente, até na compra de uma agenda. A de 2009 é cor-de-laranja, uma cor quente que, dizem os especialistas, é uma cor que sugere actividade, traz sucesso e agilidade mental e atrai boa sorte e prosperidade. Ou seja, tem a cor ideal para uma agenda nova.
Bem, entre alguns requisitos, a agenda tem que ter um elástico para fechar. Pois, esta necessidade só faz sentido para mim, para poder acumular “lixo” e não deixar que este se espalhe. É que sou desorganizada, mas não gosto de confusão. Tem que ter também planificação com horário nocturno (sim, porque a maioria das agendas só tem horário até às 18 horas e há quem trabalhe até mais tarde).
Outra exigência é que tivesse o mapa do mundo para eu poder, nas horas vagas, idealizar uma série de viagens de sonho (esta que comprei até tem fuso horário).
Mas, no outro dia, ao olhar bem para a agenda percebi que para além de me dar a indicação dos feriados, da lua, da semana do ano em que me encontro e isto tudo com tradução para inglês, dá-me também uma informação absurda que me causa uma imensa ansiedade e angústia, dá-me a informação dos dias que faltam para 2010.
É verdade, a minha agenda faz a contagem regressiva para 2010. A minha agenda está fixada no futuro e eu andei a passar todos os contactos da agenda de 2008.
Faltam exactamente 317 dias para 2010 e eu fico em dúvida. Há dias que não sei se tenho tempo para fazer tudo a que me propus, outros não sei se hei-de relaxar porque ainda faltam 317 dias para acabar o ano. Hoje apetece-me relaxar, até porque ainda faltam…

14 de fevereiro de 2009

Certos trajectos fazem-se num sentido só… Tenho saudades do caminho e tenho saudades do tempo. Não apenas do tempo que passa. Tenho saudades da inocência. Da inocência perdida, que me deixava admirar tudo e surpreender-me muito mais. Sinto saudades da ignorância que me fazia acreditar que as memórias ficavam reluzentes para sempre.

8 de fevereiro de 2009

Coisas que espero nunca ter que fazer:
Deixar de comer coisas que gosto; Cortar o cabelo curto; Assistir a um concerto do Toy; Vestir-me como uma advogada estagiária; Arrepender-me de estar a escrever isto.

6 de fevereiro de 2009

28 de janeiro de 2009

Abstracção

“Abstracção é o processo mental em que as ideias estão distanciadas dos objectos, operação intelectual onde existe o método que isola os generalismos teóricos dos problemas concretos, de forma a resolvê-los.” “Através da abstracção podemos imaginar os resultados de determinada decisão ou acção, sem recorrer a mecanismos físicos ou mecânicos de resolução.”
Se a minha vida fosse um quadro, seria arte abstracta!

Entrada, Amadeo de Souza-Cardoso

11 de janeiro de 2009

Acaso, coincidência ou destino

Aproveitando o tema do acaso, há uma frase que uso muito: “nada acontece por acaso”.
Numa tentativa de explicar o sentido dessa expressão, nem sempre usada com o mesmo sentido, esta simples frase pode encerrar várias visões da vida.
Quando eu digo "nada é por acaso", poderia interpretar-se isso como existindo destino, algo que foge ao meu controlo e que não poderia intervir.
Acredito na existência do livre arbítrio. Então, a existência de um destino pré-determinado implicaria a não existência de livre arbítrio. Se a vida fosse assim, seriamos apenas marionetas. Definir a vida tendo como base o acaso, as coincidências ou o destino, é definir o próprio sentido que se dá à vida.
Se tudo acontece por acaso e se para nada há explicação na vida , não há então um sentido.
O que quero dizer é que é impossível viver a vida sem procurar entender o que se passa e inebriar-me perante situações aparentemente sem explicação.
Não se tratando de destino, como se poderá interpretar a frase "nada acontece por acaso"?
Quando eu digo “nada acontece por acaso”, quero apenas dizer que o que se passará na minha vida depende apenas do contexto social em que me insiro e das minhas convicções? Não me parece.
E se tudo na vida fosse causa-efeito, então tudo poderia ser explicado, teria sentido e caberia na minha compreensão.
Eu gosto do termo Sincronicidade, o que segundo Jung, seria uma espécie de coincidência significativa. Uma coincidência, não tem uma explicação, mas tem uma significação.
E, o nosso destino seria um conjunto de coincidências com significado e teria o sentido que nós lhe dermos. Enfim, também não me chega.
(...)
A propósito deste tema, deixo aqui a referência de um filme sobre o tema, “What the Bleep Do We Know!?”, que apesar das várias criticas feitas ao filme, nos ajuda a pensar sobre o sentido da vida.

26 de dezembro de 2008

Jesus não faz nada por acaso!

Nada acontece por acaso. Até na data do seu nascimento, Jesus pensou em nós ... ao nascer 6 dias antes do final do ano, permite-nos ter no mínimo 7 dias de festa!

23 de dezembro de 2008

Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?

Provérbios musicais portugueses: Em qualquer lugar, dança como vires dançar. Em terra onde fores parar, dança como vires dançar. Quem canta, seu mal espanta. Quem tem unhas, toca guitarra. Assim como cantares, assim dançarás.

16 de dezembro de 2008

Porque é Natal, viva a tolerância de ponto!
"A tolerância de ponto traduz-se na isenção de comparência ao serviço concedida aos funcionários e agentes que, em determinado dia útil, estão vinculados ao dever de assiduidade."
E porque o Natal é quando o Homem quiser, a tolerância de ponto devia ser todas as sextas-feiras (que não sejam feriado, pois nesse caso a tolerância seria dada à quinta)!
HoHoHo!!

14 de dezembro de 2008

8 de dezembro de 2008

Life is a succession of moments, to live each one is to succeed.

... mesmo que, de vez em quando, voltemos à origem! E recomecemos...

8 de agosto de 2008

O teu cristo é judeu,
Tua máquina é japonesa,
Tua pizza é italiana,
Tua democracia é grega,
Teu café é brasileiro,
Teus números são árabes,
Tuas feições são latinas (...)
e tu chamas o teu vizinho de estrangeiro
(Carlo Giuliani)

30 de julho de 2008

Perdi uma mala de viagem, grande e velha, cheia de lembranças e expectativas arrumadas lá dentro. Quem a encontar, deseje-lhe boa viagem.

24 de julho de 2008

Conselho

Porque quem procura, acha...convém saber o que fazer depois!

22 de julho de 2008

" Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais...Mas depois da sua actuação e depois de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas." " No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir." " O mistério continua a parecer-me evidente." " O que é que o prende então?" " Porque é que não foge?" " Quando eu tinha cinco ou seis anos ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia decidi questionar um professor, um padre um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado." " Fiz então a pergunta óbvia: - Se é amestrado porque é que o acorrentam?" " Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta." " Há uns anos descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio, que encontrara a resposta:" " O ELEFANTE DO CIRCO NÃO FOGE PORQUE ESTEVE ATADO A UMA ESTACA DESDE QUE ERA MUITO, MUITO PEQUENO." " Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido, preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefante puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E apesar dos seus esforços não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele." " Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte e no outro e no outro...Até que um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino." " Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge, porque coitado, pensa que não é capaz de o fazer." " Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer." " E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação." " Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força..." " - E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade." " Vivemos a pensar que não somos capazes de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos." " Fizemos então o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: " não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir..."" " Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e por isso nunca mais tentámos libertar-nos da estaca." " Quando por vezes sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos: NÃO CONSIGO E NUNCA HEI-DE CONSEGUIR. "O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:" " - É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz." " A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma...e com toda a força do teu coração." Jorge Bucay ( Deixa-me que te conte)

18 de julho de 2008

20 de junho de 2008

Metro III

Be aware of pickpockets
Está a chegar o verão, e com esta estação do ano, chegam mais turistas à nossa capital. Se durante todo o ano eu assisti por duas vezes a senhores a pickpocketar as malas alheias e, uma dessas vezes tive o prazer também de assistir à revolta dos Srs. Passageiros, que heroicamente, expulsaram os carteiristas de dentro da carruagem sob ameaça de um linchamento, neste mês, tem vindo a ser diário. Dei por mim, a fazer olhinhos a uma senhora, com o objectivo de a alertar para a proximidade de um ladrão que estava a mexer-lhe na mala, depois de ter dado um berro “cuidado com as carteiras” e de todas as pessoas presentes na carruagem terem ficado a olhar para mim, como se eu tivesse acabado de roubar alguém ou ter um surto psicótico. A verdade é que, mesmo as caras sendo conhecidas, os carteiristas tendem a ser os mesmos, todos os utentes habituais já os identificam e ninguém faz nada. Ou seja, a única coisa que podemos fazer é proteger as nossas carteiras e num acto heróico avisar os outros, porque avisar a segurança do metro garanto que não serve de nada.