28 de abril de 2010

A tristeza e as inquietações que nos ruminam são como uma cadeira de baloiço, entretêm-nos mas não nos tiram do mesmo sítio.

26 de abril de 2010

Sei que já passou o dia mundial do livro...

...mas recebi este vídeo por e-mail e apeteceu-me partilhar. Vinha juntamente com a seguinte mensagem "Como se manifesta uma vocação natural... Dá que pensar... Um planeta com tantos mundos!"

21 de abril de 2010

É impossível não comunicar


Estou muito preocupada comigo. Parece que existe um músico chamado Michael Bublé que arrasta multidões e eu não sabia que existia. Eu que sou uma gaja tão informada. Até já está agendado um segundo concerto para Lisboa, porque a primeira data esgotou em 4 dias. Será possível viver num estado de tão grande alienação? Não, não estou assim tão afastada. Segundo pessoas próximas de mim posso ficar descansada porque de certeza que já ouvi as músicas só não identifico o intérprete.
Para mim, conhecer a música e não saber quem é o intérprete é quase tão alienado como não conhecer nada. Porque eu acho que a nossa curiosidade sobre as coisas que estão à nossa volta devem ter um nome, nem que seja para podermos comunicar e trocar impressões. Havia de ter o seu encanto, cada um de nós dar um nome diferente à mesma coisa. Seria possível entendermo-nos? Se mesmo havendo uma linguagem semelhante às vezes é tão difícil, imaginem se cada um de nós tivesse a sua. Mas há excepções. Há formas de entendimento que ultrapassam as palavras, a música é uma delas. Não é fácil não ouvir a mesma música, é como não falar a mesma linguagem. Mas, como acontece quando chegamos a uma terra que nos é estranha e que não conhecemos a língua, arranjamos sempre outra forma alternativa de comunicação. É impossível não comunicar.

20 de abril de 2010

16 de abril de 2010

Porque está quase a chegar o fim-de-semana, porque hoje começa o prazo para entrega da minha declaração do IRS, porque acabei de perceber que o reembolso demora 2 semanas, porque o mês está quase a chegar ao fim, aqui fica uma música para ouvir e partilhar neste fim de tarde que se avizinha longo .
Não era bem esta, mas siga!

13 de abril de 2010

Sobre Pilas

No âmbito da minha investigação realizada após ouvir as notícias do jornal da tarde e não só, apresento-vos uma breve resenha bibliográfica dos estudos efectuados por especialistas na área da sexualidade. Estudo (que podem encontrar aqui) revelou que a probabilidade de se ter comportamentos sexuais desadequados e mesmo patológicos, como é o caso da pedofilia, aumenta em pessoas que gostam de pilas. Isto significa que engloba homossexuais, mulheres e mulheres que embora não gostem de homens gostam de pilas (tipo cinto de castidade) e também padres. Outros estudos (que podem encontrar aqui), revelaram que a probabilidade  de se ter comportamentos pedófilos é inversamente proporcional à probabilidade de se ter comportamentos sexualmente saudáveis em pessoas que gostam de pilas maiores de idade, ou seja maduras, independentemente do género/buraco e da profissão. Estudos realizados em gémeos, demonstraram que não existem diferenças significativas entre ambos antes da primeira experiência sexual. No entanto não existem resultados estatisticamente significativos referentes a outras pessoas, nomeadamente as que não sabem o que são pilas.
Sugiro que investiguem esta excitante área, uma vez que não consegui encontrar mais informação relevante porque só tenho 1 hora de almoço.

11 de abril de 2010

É um Engano

É um Engano.
A maior parte das coisas que diz, não sente.
A maior parte das coisas que sente, não diz.
Diz que não, quando quer dizer sim.
Diz sim, quando quer dizer não.
Quando faz, diz que não foi ela.
Quando não faz, diz que já fez.
Aprecia a degradação, quando vê o belo.
Vê o belo, na degradação.
É original, quando devia ser convencional.
É convencional, quando devia ser original.
O possível, não a satisfaz.
Deseja o impossível.
É a farsante da sua própria história.

10 de abril de 2010

duchese

- Tens que conviver.
- Sim, eu convivo.
- Eu sei que tens amigos, mas não falo disso. Tens que alargar o círculo em que te moves. Não penses que se te juntares com os fracos, sobressais. Pelo contrário, só te afundas nessa fraqueza e ficas igual. Tens que procurar outros estímulos que ampliem todo o teu potencial.
- Mas como?
- Isso já não sei dizer. Mas em vez de andares sempre a comer bolo de arroz, experimenta o pastel de nata ou o duchese.
- Será então na pastelaria? Fascina-me a imagem que essa ideia suscita.
- Já alguma vez reparaste nas pessoas que lancham numa pastelaria? Hás-de reparar, estão todas com uma redoma à volta da cabeça. Cada uma tem o seu mundo, as suas mágoas, as suas preocupações, as suas alegrias. E se pensares bem a maioria dessas emoções não lhes pertence verdadeiramente, foram-lhes impostas e dependem dos outros.
- Sim, mas não é fácil andar por aí com a cabeça a descoberto.
- Não, a maioria das pessoas não vai compreender-te. Agora depende do que tu desejas alcançar e de quem tu desejas que te compreenda.
- …

9 de abril de 2010

song for today

Romance

“As personagens do meu romance são as minhas próprias possibilidades não realizadas. É o que faz com que goste igualmente de todas elas e também com que todas elas me assustem igualmente um pouco. Todas, sem excepção, atravessaram uma fronteira que eu só contornei. O que me atrai precisamente é essa fronteira que elas atravessaram (a fronteira para lá da qual acaba o meu eu). Do outro lado, começa o mistério que o romance interroga. O romance não é uma confissão do autor, mas uma exploração do que a vida humana é nesta armadilha em que o mundo se converteu.” M. Kundera

8 de abril de 2010

E agora, algo verdadeiramente profundo.

Hoje joga o Benfica com o Liverpool. Se o Benfica ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão contentes. Se o Liverpool ganhar, eu e provavelmente um milhão de pessoas ficarão tristes. Mas, no entanto, numa profunda análise existencial, será apenas um jogo de futebol. E, mesmo não sendo a razão da minha existência, proporcionar-me-á um belo momento de prazer. 
Mas quando o Benfica ganhar, será a Loucura!

6 de abril de 2010

De repente, viu-o.

Encontrou-o não por acaso naquela livraria. Foi ali que se encontraram ao final da noite. Acreditava que o conhecia, que partilhavam os mesmos gosto e o mesmo desejo. Depois já não ambicionava acreditar. Assim que lhe acorriam as lembranças, afastava-o do pensamento e reprimia a ilusão de o voltar a ver. Naquele dia, inesperadamente viu-o. De repente, viu-o. Nem queria acreditar que conseguia sentir o cheiro do perfume àquela distância. Estava na livraria. Naquele dia, assustada, acordou de repente, olhou para o lado e viu o livro que estava a ler em cima da mesa-de-cabeceira. Estava a sonhar. No meio de tanta chuva, apeteceu-lhe comer passas e beber champanhe, só para pedir desejos. Lembrou-se que talvez se tivesse esquecido de pedir alguns. Não era um sonho, era puro desejo.

Simpatias para todas as ocasiões

Presunção e água benta, cada um toma a que quer. E não tem que escolher, geralmente quem toma uma toma também da outra. Só desta forma se consegue explicar tamanho pensamento mágico característico de quem exagera na presunção. A verdade é que essa elevadíssima imagem de si própria não revela por si só uma grande auto-estima, no máximo revelará uma grande falta de humildade aliada a uma devoção também ela exagerada por si própria à falta da devoção de outrem.
Mas o meu intuito inicial, quando comecei a escrever este post, era falar sobre simpatias e não sobre pessoas simpáticas. Mas, não consigo.
Eu conheço realmente pessoas simpáticas. Daquelas que não é preciso recorrer a simpatias para criar uma empatia. E se eu achei em tempos que a humildade seria uma das características pela qual eu sentia maior empatia, agora já não acho. Estar com uma pessoa presunçosa, que soa assim meio a rançosa, é um momento de grande divertimento. Eu preciso de divertir-me, mas ainda assim não é fácil a escolha. É como ir ao circo, regozijar-se com a parte dos leões e depois pensar que são animais selvagens que foram amestrados. Eu gosto de ir ao circo. Mas gosto principalmente dos malabaristas e trapezistas, que posso fazer.

4 de abril de 2010

Be Stupid

Fui ver a peça do Rei Édipo e gostei muito. Até aconselhava, mas já saiu de cena. É claro que a história já conhecia, mas não deixei de me questionar sobre o sentido daquele mito. Se não é bonito matar o pai e dormir com a mãe, também não acho lá muito engraçado que ele tenha furado os próprios olhos por ter feito uma coisa que não tinha culpa. Além do mais o destino estava traçado. É que pagar por pecados que não se sabia estar a cometer não é justo. E a justiça, segundo dizem, é o pilar do mundo civilizado. Mas a peça é uma tragédia grega. Hoje em dia isso já não aconteceria, já ninguém carrega culpas de coisas que não fez e além disso já se fazem análises de ADN que torna a identificação da paternidade muito mais fácil. O que me fez logo pensar na nova campanha da Diesel, Be Stupid. A culpa, no nosso tempo, deve-se a estas campanhas. Incentivam-nos a viver a vida como se não houvesse amanhã e depois a única coisa que nos resta são os acessórios e as calças de ganga a preços exorbitantes. Eu, embora não compre Diesel, aproveitei a desresponsabilização. Quero ser estúpida.


3 de abril de 2010

Estou flippada

Estive a jogar flippers. Não consigo entender o objectivo de jogo da máquina de flippers.Assim como não entendo a chuva no verão, os relógios de pulso e as pessoas que não bebem leite porque provem da vaca.
Se eu escrevesse um argumento para um filme, teria com certeza um diálogo existencial tendo como cenário uma máquina de flippers. Aliás, lembro-me de alguns filmes onde ela está presente e que povoam o meu imaginário.
O jogo é entre mim, uma bola e a lei da gravidade. O meu objectivo deveria ser marcar pontos até que a mão me doa. Não deixar que a gravidade faça cair a bola entre as duas pequenas batutas que orquestram o jogo. Mas o que eu gosto mais é dos sons e das luzes. É um jogo de agilidade, dizem. Só alguns aprendem a jogar. Para mim é um jogo de arremessar emoções. Quanto mais à pontinha da batuta a bola bater, maior a velocidade e maior a confusão de luzes e sons. E, todos os que jogam pinball sabem que, quanto maior a velocidade que a bola levar maior é a probabilidade de perder-se o controlo do jogo. Porque, como alguém já escreveu, o que interessa não é a velocidade mas sim a direcção. Assim, o meu objectivo deveria ser orientar a bola para tocar onde se ganha mais pontos. Essa é a verdadeira regra do jogo. Mas eu gosto de jogar à bruta.