31 de janeiro de 2008

Sobre síndromes, fábulas e fadas...

Peter Pan é um menino que mora na Terra do Nunca, um lugar que ele imaginou para fugir à monotonia do dia-a-dia e, sobretudo, para evitar assumir as suas responsabilidades, próprias do crescimento. Peter Pan anda sempre rodeado de amigos, entre os quais se destaca a fada Sininho, que é muito elegante, possui o “pó de pirlimpimpim” e cabe-lhe na palma da mão...
Peter Pan decidiu parar no tempo e recusa-se a avançar. A fadinha, eterna e ciumenta companheira, protege-o e alimenta-lhe a fantasia, desejando apenas agradar-lhe...


Hum, bem! Quando eu pensei que me tinha curado do “síndrome de Peter Pan”, descobri que sofria do “síndrome Sininho”!

28 de janeiro de 2008

No outro dia, após uma conversa e após uma leitura quase interminável de blogs e mais blogs e mais comentários aos blogs, percebi que podem ter inventado uma nova forma de terapia, uma nova “corrente” de psicoterapia. Não tem corrente teórica associada, ou pode ter todas as correntes teóricas associadas. Mas, uma coisa eu posso garantir, é terapêutico. Efemeramente terapêutico ou não, é terapêutico. É claro, que esta não será uma grande questão teórica, provavelmente nem passível de grande discussão, mas a verdade é que me delicio a ler os comentários e a interpretar tudo o que por lá está escrito...e isto até nem vai bem ao “Encontro” das minhas correntes teóricas.
Mas, a identificação projectiva faz o resto...

24 de janeiro de 2008

Zanga

Em relação a correr riscos, nunca me fez tanto sentido que devemos arriscar, usufruir do prazer, aproveitar o momento e resolver os problemas que nos surgem, só quando eles surgem.
E, claro, arcar com as consequências das nossas decisões...pensando em nós próprios e magoar os outros se for preciso! É mais fácil tomar decisões a pensar no que será melhor para quem nos rodeia. Que poder, que altruismo, tanto cínismo quanto o tamanho da desresponsabilização dos nossos actos!
Fui invadida por uma zanga!

Uma sugestão: Lisbon Story

Uma oportunidade mágica de espreitar os recantos de Lisboa e descobrir "Madredeus"... "LISBON STORY" Um filme de Wim Wenders, 1994

23 de janeiro de 2008

Personalidade

"predador disfarçado de animal doméstico"

21 de janeiro de 2008

18 de janeiro de 2008

“Quanto mais vivo, mais os seres humanos me parecem fascinantes e cheios de interesse… Tolos e inteligentes, mesquinhos e quase santos, diferentemente felizes – todos são caros ao meu coração.
Parece-me que não os compreendo devidamente e a minha alma é inundada por um interesse inextinguível por eles.
As pessoas que mais admiro são as que são não se realizaram totalmente, as que não são muito sábias, mas um tanto loucas, “possessas”. “Pessoas de mente sã” despertam-me pouco interesse. O Homem realizado, aquele que é perfeito como um guarda-chuva, não exerce qualquer atracção sobre mim. Entendam-me. Sou chamado e mesmo condenado a descrevê-lo. Mas que posso dizer de um guarda-chuva, a não ser que é inteiramente inútil num dia de sol?
Um homem um tanto possesso não só me é mais agradável, como também é inteiramente mais razoável e está em maior harmonia com o ritmo geral da vida, um fenómeno ainda incompreendido e fantástico, que se faz por isso ao mesmo tempo, tão desconcertantemente interessante.”
Máximo Gorki, 1927

14 de janeiro de 2008

Ou será medo?

Amo o desejo, não o desejado! Por isso estou sempre a mudar de objecto de amor, seja ele uma pessoa, um Deus, um ideal, uma opinião, uma actividade ...

6 de janeiro de 2008

Liberdade da memória ou memória da liberdade...

René Magritte

"Eu faço minhas coisas, tu fazes as tuas.
Não estou neste mundo para viver de acordo com as tuas expectativas.
E tu não estás neste mundo para viver de acordo com as minhas.
Tu és tu, e eu sou eu.
E se por acaso nos encontramos, é lindo
Se não, nada há a fazer."

Perls, F.

3 de janeiro de 2008

Superstição

Esta minha passagem de ano foi diferente. Não usei lingerie azul, não saltei para cima de uma cadeira, não fiz a contagem decrescente, não comi doze passas e também não pedi doze desejos, não deixei de fumar e não fiz uma lista de resoluções para o novo ano! Para o ano, conto se resultou...

1 de janeiro de 2008